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Canon EOS 60D: Descubra o seu ângulo…

Introdução


Skates, patins, bicicletas, rampas, muita acção e muitos saltos, parece o ambiente perfeito para pôr à prova qualquer máquina (e qualquer fotógrafo). Foi perante este desafio que a Canon nos recebeu, no Ski Skate Amadora Parque, para testarmos o seu novo “brinquedo”. A manhã iniciou-se com uma apresentação teórica, onde nos foram mostrados alguns pontos chave do novo modelo, seguida da parte prática, onde nos disponibilizaram várias máquinas, com diversas lentes e acessórios, para as podermos testar no terreno.

A máquina

Anunciada em Agosto de 2010, a Canon 60D é o novo membro da família EOS. Embora o nome possa sugerir uma sucessora da Canon 50D, na realidade é mais do que isso. Após o lançamento da Canon 7D, um corpo APS-C de segmento elevado, a Canon decidiu criar alguma distância entre estes dois segmentos. Para tal, a Canon 60D apresenta um corpo de plástico e ligeiramente mais pequeno, ao mesmo tempo que abandona os cartões CF, mais usados por profissionais, em prol dos SD, um tipo de cartão comum em SLRs de gama baixa e compactas. Outra redução, embora pouco notória, foi no disparo contínuo, que passou de 6.3fps para 5.3, até um máximo de 58 fotos em JPEG face às 90 do modelo anterior. A inclusão de novos modos criativos, particularmente o Criativo Automático, assim como opção de efeitos na própria máquina, demonstra uma preocupação relativa aos utilizadores com menos conhecimentos. Alguns desses efeitos são o Preto e Branco granulado, em que as fotos ganham um aspecto semelhante aos antigos rolos P&B usadas em reportagem ou jornalismo. O efeito miniatura, em que a câmara simula uma profundidade de campo muito curta, dando a sensação de que se trata de uma foto Macro. O efeito Toy Camera, ou câmera de brincar, que dá um aspecto retro às cores e por último, a função Soft Focus, que suaviza a imagem.

No entanto os mais entusiastas não foram esquecidos. Apesar da redução no corpo, a ergonomia mantêm-se excelente, continuamos a ter duas dials de controlo, um joystick e um LCD no topo com os dados técnicos. O autofocus manteve-se o mesmo utilizado na 50D, assim como o processador DIGIC4, enquanto que o sensor de 18 milhões de pixeis, o metering iFCL e o modo de vídeo são características já conhecidas da 7D. É também possível processar, redimensionar e classificar imagens na própria câmara após a captura.
Na área do vídeo, é possível captar imagens em Full HD (1080p) a 24, 25 ou 30fps e a 720p a 50 ou 60fps. Existe ainda uma ligação para microfone externo (jack 3.5mm) e uma saída HDMI que permite visualizar directamente numa televisão HD.
Por fim, a característica que originou a temática deste evento, foi a introdução de um LCD articulado de alta resolução, uma novidade na linha EOS. É uma característica importante para o vídeo, que depende totalmente do LCD e muitas vezes é praticado com a máquina num tripé, mas também tem a sua utilidade na fotografia, quando usamos ângulos mais arrojados.


O teste

Após a sessão de apresentação, pegámos nas máquinas e escolhemos as nossas lentes. Ao ligar a máquina, num botão que agora se encontra por baixo do selector de modos, do lado esquerdo, deparei-me com mais uma novidade. O selector de modos apresenta agora um mecanismo que previne mudanças acidentais, através de um botão ao centro, que temos que pressionar para desbloquear. Outra diferença muito significativa é, devido ao LCD articulado, todos os comandos que antes se encontravam por baixo ou à esquerda do LCD, terem sido reposicionados. O único botão que restou, para ser usado pela mão esquerda, é o Apagar, que agora se encontra no local onde a 50D tinha o botão de LiveView. Já o joystick dos modelos anteriores desapareceu, sendo substituído por um novo controlador direccional, integrado na dial traseira. Algumas pessoas poderão criticar esta decisão, mas para mim é algo que fazia bastante falta. Para quem tira boa parte das fotos na vertical, esta alteração faz com que o controlo esteja acessível sem tirar a mão do punho vertical.

Seguindo a sugestão da Canon, coloquei o selector de modo em Criativo Automático e parti para a aventura. O Criativo Automático é um modo em que, em vez de o utilizador introduzir valores para obter um efeito, introduz o efeito e a máquina decide os valores. Por exemplo, em vez de seleccionarmos uma abertura maior ou menor, escolhemos se queremos o fundo mais ou menos desfocado. Sinceramente, achei este modo interessante e acho positivo vê-lo introduzido nas gamas mais baixas, como a 600D e 1100D, que é onde ele faz mais sentido. No entanto, acho que a leitura do manual é indispensável para se usar este modo. Para quem está habituado a introduzir valores, através da simples mecânica das duas dials, torna-se confuso andar a percorrer menus para escolher desfoques e “ambientes” (frio, quente, intenso, vivo, etc), por isso rapidamente abandonei a ideia e vesti a pele do utilizador mais avançado.


Não querendo limitar a máquina e tratando-se de desporto, a escolha recaiu numa lente típica, a nova Canon EF 70-200mm 2.8L IS USM II. É uma lente rápida, quer na abertura, quer no autofocus, o que permitiu verificar que apesar do reposicionamento, a 60D continua a ser uma máquina rápida e eficaz em situações de acção. Por outro lado, o LCD no topo perdeu algumas indicações, como o tipo de ficheiro ou WB e é agora acompanhado de quatro botões que apenas controlam uma função cada, em vez de duas, como acontecia nas antecessoras.

A segunda lente a ser usada foi a Canon EF-S 10-22mm 3.5-4.5 USM, que por ser uma grande angular, permite explorar melhor o novo LCD. É aqui que entra a razão de ter dito que, o LCD articulado faz mais sentido para vídeo, que para fotografia. Embora tenha sido útil em ambos, por ser obrigatório o recurso ao Live-View, é notória a perda de desempenho da máquina. O autofocus torna-se significativamente mais lento e o mesmo sucede com o disparo. É algo que tem a sua utilidade, mas por esta razão e em particular neste tipo de fotografia, os ganhos podem não se sobrepor às perdas. No vídeo a história é bem diferente, visto não se colocar tanto a questão da velocidade e considerando que o autofocus não é essencial na maioria das utilizações.

Conclusão

Foi uma manhã bem passada, acompanhados de uma câmera muito versátil e que à primeira vista aparenta ser uma excelente opção. Para um utilizador em fase mais inicial, poderá ter concorrência da nova Canon EOS 600D, mas para utilizadores mais experientes, compensa sem dúvida nos ganhos de performance e no corpo mais funcional. Quem vem de um corpo do mesmo segmento, poderá ressentir alguns pontos, especialmente a substituição dos cartões CF por SD, mas terá também algumas vantagens, especialmente pela inclusão do vídeo.

No próximo dia Sábado, dia 19, o evento irá repetir-se, desta vez para o público geral que queira experimentar a nova Canon.
Inscrições em http://www.canon.pt/workshopEOS60D/.

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