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Sennheiser IE8

Parâmetros

Agressividade: Os agudos dos IE8 estão agradavelmente presentes, estão colocados mais à frente que nos SM2, têm contudo um sparkl mais suave, embora realístico (sem chegar ao desempenho dos SM2). Não são tão agressivos como os SM2 e ainda menos que os Panasonic HJE900.

Nota sobre os HJE900: Os HJE900 (com espuma) têm definitivamente um sparkl bonito e com boa extensão. Existe alguma sibilância, atenuada com a espuma. Com a espuma o sparkl fica bonito, mas não é tão realístico como o dos IE8 e o dos SM2. Têm maior extensão de agudos que os SM2, e estão a par dos IE8.

Ar: Os IE8 apesar de espaçosos, dão uma ideia de escuridão no espaço, apesar de as frequências mais altas se estenderem facilmente pelo espaço sem limite. Este problema pode advir do facto dos IE8 serem completamente fechados, sem abertura traseira para haver equilíbrio entre a parte anterior e posterior do driver, possivelmente para melhorar o isolamento do in-ear, sem grandes resultados, é certo (a maioria dos in-ear dispõe de uma abertura por mais pequena que seja). Por exemplo, os Victor FX500 são abertos, fazendo com que exista maior sensação de ar em todo o espectro, o mesmo deve acontecer com os FX700.

Ambiente: Um dos pontos fortes dos IE8 e difícil de igualar por outros in-ear. O espaço melhora com a dimensão da sala. Para salas pequenas os SM2 são perfeitos, para grandes salas, os IE8 são imbatíveis, basta testar o Phantom of the Opera de Andrew Lloyd Webber. Quanto maior a orquestra, melhor o desempenho dos IE8, é um dos poucos in-ear em que é possível caber tanta informação sem ficarmos confusos. Neste aspeto justificam mais que o preço pedido. Conseguem reproduzir toda a informação sem ser de forma cansativa, mesmo com recurso a algum congestionamento, sem ser no sentido pejorativo.

Analiticidade: Não são in-ears com carácter analítico, são antes bastante musicais. Conseguem fazer sobressair o detalhe em relação aos outros modelos clássicos da Sennheiser. O facto de terem uma apresentação espacial afastada da ação, dá a imagem de não ser o ouvinte ir de encontro ao detalhe, ele espalha-se no espaço e temos de estar atentos para recolher os pequenos detalhes, sem chegarmos ao chamado micro-detalhe, característica dos ultra-analíticos. Os in-ear baseados em balanced-armature na mesma gama de preço conseguem no global reproduzir mais detalhe, seja pela maior proximidade do palco, seja pelo seu cariz mais ”afiado” e assertivo. Os SM2 apesar de terem um som mais quente e cheio, conseguem transmitir melhor o detalhe na gama baixa e média, apenas falham na gama alta devido a esta ser mais recuada.

Articulação: No nível mínimo de graves, os IE8 são articulados, sem serem agressivos, isto é, têm um decaimento muito natural e a separação entre as vozes e instrumentos funciona bem, apesar de a gama média não ser tão aberta como a dos SM2. De referir que é difícil que um in-ear dinâmico chegar ao nível dos IE8 neste aspeto, isto é, manter ao mesmo o tempo o corpo da voz e instrumentos, mantendo as pequenas nuances da voz. Os HJE900 parecem ser mais articulados, mas não conseguem ter as qualidades que referi. Exigia-se um pouco mais de articulação dos IE8 nas gamas mais baixas.

 

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