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Pulse 2: Gestor de sistemas open source em Linux

Colocar uma máquina no Pulse 2 e Instalação remota de software

Nesta parte do artigo, vou demonstrar como colocar uma máquina cliente Windows XP no Pulse 2, caso não tenha os agentes instalados e como fazer distribuição de software, neste caso o Firefox, para um grupo, remotamente.

Caso a máquina não tenha os agentes instalados, pode-se enviar remotamente, por exemplo pela Active Directory ou instalando à mão, que é este caso.

Temos que copiar e instalar três agentes no computador cliente:
– Um que vai garantir a comunicação segura entre o cliente e o servidor e que na sua base é um servidor de openssh para Windows.
– Um segundo para acesso remoto por vnc, que é um servidor de Vnc.
– E por último, um agente que cria e envia o Inventário da máquina.

Os dois primeiros agentes é só instalar, mas o terceiro agente é preciso passar parâmetros, com o nome ou ip do servidor de Pulse 2, a porta que vai ser usada para comunicação, que normalmente é a porta 80 do servidor e se queremos que ele proceda ao inventário imediatamente, o que é aconselhável.

Na consola do Pulse 2, se formos ao tab “Computers” e opção “All computers” temos o objecto com o nome da máquina e com várias opções.

No tab “Add a group“, podemos criar grupos estáticos, onde são inseridos objectos manualmente ou grupos dinâmicos, em que um objecto é inserido dinamicamente a partir de uma certa condição, que pode ser uma característica da máquina.

Para efeitos do artigo, criei apenas um grupo estático, com o nome “Teste“, onde inseri a máquina em questão.

Se formos ao tab “Inventory” e opção “Incoming“, vê-mos que ele está a processar o inventário enviado pela máquina.

Para enviarmos software, primeiro temos que criar um pacote.

Para tal, temos que aceder à opção “Packages” e opção “Add a package“.

Nesta opção, temos que dar o nome do pacote, a versão, a sua descrição, se precisa ou não de um reboot depois da instalação e a linha de comandos a ser executada, que neste caso é “firefox.exe /S“, para que a instalação corra em “silent mode” e não apareça nenhum setup ao utilizador.

Por último temos o botão para associar ficheiros ao pacote.

Para associarmos um ou mais ficheiros, temos que o copiar para o servidor, para a pasta “/tmp/package_tmp/put1“.

Depois de copiado o ficheiro de instalação para o servidor, quando dizemos para associar um ficheiro, vai aparecer um menu com o ou os ficheiros que estão na directoria do servidor.
É só escolhermos o que pretendemos.

Temos uma segunda opção, que é criar um pacote sem ficheiros, por exemplo para situações em que queremos correr um comando em múltiplas máquinas.

Neste ecrã escolhemos o ficheiro do Firefox e carregamos no botão “Associate“.

O pacote encontra-se criado.

Podemos então aceder ao grupo “Teste“, onde temos a opção “Launch actions

Algumas das acções estão pré definidas, para acesso mais rápido, como pedir uma inventariação às máquina ou efectuar um reboot, mas temos na listagem o pacote do Firefox que criamos com um símbolo de “play” para despoletar a acção.

É neste símbolo que vamos carregar.

Algum tempo depois, podemos ver que na máquina cliente, está o Firefox instalado.

 

Conclusão

Numa empresa com com múltiplas máquinas cliente e servidor, é uma necessidade ter um sistema de controlo das máquinas, inventariação, distribuição de software e deployment de sistemas operativos.
Se o ambiente for heterogéneo, maior necessidade há e mais as coisas se complicam.

O Pulse 2, na sua versão 1.3, tenta ajudar a esse controlo, com uma solução que é Open Source, o que pode ser importante para muitas organizações.
Outras soluções existem no mercado, mas é raro ver uma solução open source neste segmento de mercado.

É preciso dizer que o grau de dificuldade de instalação e configuração do serviço é elevada.
O artigo pretende ser mais uma demonstração das potencialidades do produto e não um tutorial completo.
Esta solução pode ser implementada por qualquer um, visto ser open source, mas se não se tem completa certeza e conhecimentos muito bons do produto, é preciso ajuda.

É neste ponto que está também um dos motivos da criação deste artigo, pois por trás deste projecto está uma empresa como a Mandriva e sei que em Portugal, pelo menos a Caixa Mágica, ajuda a implementar esta solução, o que torna viável a sua implementação em organizações dentro de Portugal.

Por fim, espero que tenham gostado do artigo. É algo um pouco diferente do habitual e algo extenso, mas que pode ser uma ajuda para o Pulse 2 e organizações que o queiram implementar.

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