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Disco rígido faz 55 anos

Muitas das pessoas que vão ler esta notícia vão fazer num computador onde o único componente mecânico é o disco rígido e isso já é impressionante em si próprio.

Passaram-se 55 anos e esta tecnologia de armazenamento de dados continua actual e continua a ser muito usada.

Se pensarmos bem, 55 anos no mundo da informática é uma eternidade e mesmo com os SSDs no mercado, os discos rígidos continuam a tornar-se mais rápidos e maiores.

Por um lado, penso que devemos assinalar esta data porque não há muitas tecnologias neste mundo que durem tanto tempo, por outro ficar um pouco tristes, porque em 55 anos não apareceu outra tecnologia que seja capaz em todos os aspectos, comparado com o disco rígido.

Mas como era o disco rígido à 55 anos atrás?
O principio era o mesmo, mas tudo o resto era bem diferente.

Primeiro que tudo, não se podia comprar um disco. Alugava-se à IBM e eram colocados em computadores muito maiores que o comum sistema pessoal.

O primeiro disco com o belo nome de 305 RAMAC tinha 50 pratos, cada um com 24 polegadas de diâmetro, tinha 5 MB de espaço total e um tempo de acesso de 600 milissegundos.

O preço também não era convidativo, para o comum dos mortais. 38400 dólares por ano, como aluguer.

Hoje em dia as coisas são bem diferentes. Temos discos rígidos de 1,8 polegadas, com um único prato, com dezenas de Gigabytes e um preço menos assustador.
Podemos também o comprar e não alugar.

O mercado também está diferente.

Pode-se dizer que tem uma ameaça com os SSDs, mas em muitos casos os dois produtos complementam-se e quando funcionam em conjunto, podemos ter o melhor dos dois mundos.

Este mercado também se está a consolidar. Existem, hoje em dia apenas três empresas de discos rígidos. Seagate, Western Digital e Toshiba.
Será este um mau sinal para o mercado de discos rígidos? Talvez, mas ninguém espera que eles desapareçam num futuro próximo.
Na verdade, no ano passado este mercado teve um crescimento de 4%.

O que falta ver é se vamos assinalar os 75 anos do disco rígido e “abraçar” o nosso amigo mecânico, ou se por sua vez, será nessa altura uma tecnologia do tempo dos dinossauros.

Fonte: The Register

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