AnálisesDestaque

Análise: Earsonics SM3 V1

Descrição

EarSonics SM3 pushes further the limits achieved by the SM2 for universal in-ears: more aeration, a wider sonic image, more defined lows and detailed highs with an incredible finesse. All of this with EarSonics’ trademarked neutrality accuracy.

Especificações Técnicas

  • Sensibilidade: 122 dB/mW
  • Resposta em frequência: 20 Hz -18 kHz
  • Impedância: 34 ohm
  • Driver: 3 transdutores balanced armature (filtro passivo de 3 bandas)

Acessórios incluídos: Ferramenta de limpeza, bolsa de transporte, dois pares de tips de silicone bi-flange, um par médio e outro par pequeno de foams Comply do tipo P.

Acessórios

Acessórios em quantidade moderada, mas de qualidade, apenas os necessários para não fazerem aumentar o preço final do conjunto.

As tips de silicone bi-flange proporcionam um isolamento elevado. O ruído externo é praticamente inaudível, aconselhando-se alguma precaução na sua utilização no exterior. Ao fim de uma hora a pressão criada no ouvido pode tornar-se excessiva, nesta situação é melhor optar pelas espumas Comply® do tipo P. As espumas [email protected] são mais confortáveis e criam um isolamento melhor, sem que a pressão seja excessiva. A desvantagem das Comply® é a sua menor durabilidade e o efeito prejudicial no som. Um par de espumas Comply® pode durar desde uma semana até dois meses, sendo aconselhável a sua substituição ao fim deste tempo caso estas não mantenham as propriedades iniciais de expansão e de limpeza.

A bolsa tem espaço para os auscultadores, um pequeno leitor mp3 e tips adicionais. Sendo robusta, tem a capacidade de proteger muito bem o in-ear.

É incluída uma ferramenta de limpeza do tubo de som do in-ear e das tips.

 

Conforto/Isolamento

A análise da performance sonora foi feita com as tips de silicone bi-flange, com as quais obtenho melhor desempenho. O ajuste ao ouvido é fácil, mas exige que se ajuste ligeiramente o in-ear nos momentos seguintes para se conseguir o melhor isolamento e som. São confortáveis e o isolamento está a muito bom nível, muito ligeiramente atrás de umas espumas da Shure, mas no mesmo patamar.

As esponjas da Comply (tipo P) são ainda mais confortáveis que as de silicone. Quando opto pelo modelo médio das Comply P consigo um melhor isolamento, embora o som fique prejudicado (principalmente nas frequências mais altas, o som pode tornar-se demasiado quente e abafado). Utilizo-as se me tiver de deslocar em transportes (avião, comboio, etc.), situações em que não é necessário uma audição crítica e onde se tira maior proveito recorrendo a um melhor isolamento. Ao fim de pouco tempo, estamos perfeitamente habituados ao som.

O corpo do in-ear ocupa todo o pavilhão auricular, em vez de ficar saído para o exterior, melhorando a ergonomia e fixação. Esta posição pode não ser a ideal para quem tem um pavilhão auricular pequeno que não seja capaz de albergar o corpo do in-ear, é frequente pessoas do sexo feminino não se darem bem com o tamanho deste in-ear.

A utilização é do tipo over-ear, isto é, o cabo passa por cima da orelha podendo descair tanto pela frente, como pelas costas.

 

Qualidade de Construção

Os modelos da Earsonics são feitos em França e são publicitados como sendo construídos individualmente por técnicos especializados.  Olhando aos pormenores do interior da case transparente e ao seu “carácter muito artesanal”, é notório. Todos os modelos da Earsonics foram desenvolvidos por Franck Lopez, sendo inclusivamente montados por ele próprio obedecendo a critérios de qualidade próprios da empresa. É possível visitar parte do laboratório na página do Facebook da Earsonics.

Todos os modelos têm garantia de apenas um ano, no entanto a Earsonics garante a assistência após o período de garantia.

Existe apenas uma opção de cor para os SM3. A case tem um lado interior em preto e o lado exterior é translúcido, sendo possível observar os componentes que constituem a parte eléctrica.

A case tem alguma fragilidade. O SM3 é um monitor ligeiramente mais pesado que o SM2. A peça em preto aparenta ser mais robusta que as peça transparente, escolhida por mim como opção nos SM2 (totalmente transparente). A peça em preto serve de base de sustentação e o tubo de saída de som faz parte da mesma peça. A peça transparente, é uma janela para o proprietário poder observar o interior do in-ear, o que é interessante.

É possível observar o transdutor dos graves e o transdutor duplo dividido entre as frequências médias e as altas. Segundo a entrevista dada por Franck Lopez acerca do modelo analisado (na revista Sonomag – Análises), é utilizado um “filtro mecânico” para as frequências mais baixas, em vez de um filtro passa baixo LC (artigo), garantindo o melhor desempenho nas frequências mais baixas.

O transdutor balanced armature duplo para as médias e altas frequências, é o modelo da Knowles: TWFK-30017-000. Este driver está também nos Jays q-Jays, Fisher Audio dba-02, Ultimate Ears 700 e Audio Technica CK-10. O transdutor dos graves tem quatro vezes o tamanho do TWFK, essencial para produzir maior vibração e consequente movimento de ar.

O cabo dos SM3 é muito semelhante ao cabo dos Westone UM3x. Tem o formato entrelaçado, o que lhe permite obter maior resistência e ausência de efeito “ruído do cabo a passar na roupa” (microphonics). O cabo é maleável, não se entrelaçando sozinho. Existe em todas as junções strain-reliefs para aliviar puxões no cabo. É o mesmo modelo de cabo utilizado nas versões custom. É mais entrelaçado que o cabo dos dba-02.

SM2 – SM3: conector 3,5mm

A parte V é curta, mas ao fim de uns dias de utilização o cabo distende ligeiramente e é fácil utilizar os SM3 com o cabo descaído para a frente, não sendo obrigatório utilizá-los com o cabo descaído pelas costas.

Novas tips com abertura maior

Upgrade: É possível fazer tips custom para usar com o in-ear, enviando as impressões para a Earsonics (preço: 90€ + transporte).

 

 

SM3 e SM2

Som – Impressões

Fonte utilizada: iPod Classic 120 Gb

É bastante difícil fazer a avaliação de som a um in-ear que faz muito pouco de mal e para o qual não tenho outros modelos rivais a altura que façam alguma coisa melhor que estes. Nota: As observações mantém-se mesmo depois de testar os outros modelos no mesmo nível dos SM3.

Nota Prévia: Os modelos da Earsonics têm uma “assinatura sonora” própria que exige habituação. Só é possível fazer a análise dos Earsonics SM3 em tão pouco tempo por já estar habituado desde há umas semanas aos SM2. Na minha opinião, para fazer uma boa análise e não tirar conclusões precipitadas, o passo dos SM2 para os SM3 é muito importante.

O som é a todos os níveis mais controlado e mais refinado que o dos SM2. O grave não têm uma presença tão forte como nos SM2, é sim mais preciso, mais definido, rápido e tem menos corpo que os SM2. Os SM2 focam-se mais nas gamas baixa e média, os SM3 cobrem uma zona mais alargada do espectro.

Os médios são na mesma líquidos, conseguem perdoar taxas de bits baixas do ficheiro reproduzido. Existe maior clareza e definição nos médios nos SM3, as vozes são naturais com uma coloração própria que resulta extremamente bem, sem prejudicar a fidelidade de som. Esta gama de frequências é particularmente especial nos Earsonics. Em relação aos SM2, os instrumentos e vozes têm menos corpo, o que isto quer dizer: os médios dos SM2 conseguem ser mais líquidos, doces e encorpados em relação aos SM3, tornando-os mesmo viciantes, no entanto, perdem na resolução, definição, precisão e clareza. Na entrevista do Franck Lopez pode-se ler que fazem os Beatles parecerem Daft Punk, o que é um pouco exagerado, mas percebo a ideia. O som é realmente agradável, menos cansativo que nos SM3.

No álbum 100 Lovers de Carla Lother a 24/96, consigo ter uma transcrição verdadeiramente realista da voz em termos de dicção, timbre e intensidade. As palavras têm um inteligibilidade louvável, em que Carla Lother tem uma posição firme estável, em que os outros instrumentos têm uma tonalidade sedosa sem haver sobreposição dos mesmos. Enquanto os SM3 têm esta descrição, ouvir com os SM2 é algo único em relação à voz, juntando o ambiente envolvente da Igreja St. Peters em Nova Iorque é um momento único.

Os agudos não são cansativos, tal como nos SM2, ao início senti mais brilho e uma ligeira saturação nos SM3 (não é característico da assinatura dos Earsonics), que desapareceu ao fim de algumas horas de “burn-in”, transformando-se numa melhor definição e resolução. A separação e ar nas frequências mais altas é uma das melhorias dos SM3 em relação aos SM2.

Dado que houve um aumento do diâmetro nas novas tips, e colocando-as nos SM2, observam-se melhoramentos na última parte do espectro, mas não chegam ao mesmo patamar dos SM3.

Os SM3 podem-se considerar como sendo menos “dark” que os SM2. As frequências mais altas neste aspecto, não são cortadas, não são acentuadas, são colocadas mais atrás na imagem sonora, junto da bateria, percussão e secção de sopro. Confesso que possam ser ligeiramente atenuadas, mas a tonalidade é agradável e evita a presença de sibilância. Os agudos têm corpo, definição e os pratos conseguem estilhaçar sem serem excessivamente brilhantes e quentes como alguns modelos com carácter analítico.

O palco é bastante bom para um in-ear, é possível termos uma noção real do espaço. A posição não é “dentro da cabeça”, mas sim a de estarmos num palco largo, em que ao fim de poucos minutos perdemos a noção de termos um in-ear no ouvido. A posição é a de estarmos em cima do palco com os outros músicos. Esta característica deve-se em parte a uma gama média frontal.

O som é natural, real, agradável, as vozes conseguem ser íntimas ao mesmo tempo que ouvimos um instrumento mais afastado, a resposta em frequência tem o ganho mais constante que ouvi num in-ear. A imagem espacial é real e contém toda a informação que a música pode transmitir. Admiro a dinâmica neste in-ear, a Earsonics, na minha opinião tem os in-ear balanced armature com características mais próximas dos in-ear dinâmicos (com comportamento dinâmico), os ie8, p. ex., não conseguindo no entanto ter o timbre dos modelos de madeira da JVC (gama FX500/700).

Actualização: Fazendo o teste com o Shine on You Crazy – Pink Floyd, posso dizer que a sensação é a de sermos parte da banda mas num palco de grandes dimensões (o som não é laid back, ou afastado), não parece que temos in-ears dado a dimensão sonora e com tudo claro à nossa volta. Não exigindo concentração em nenhuma parte da música. Basta fechar os olhos e estamos no local, a imagem espacial é a mais semelhante a estarmos em cima do próprio palco. Muito poucos in-ear conseguem ter um som “out-of-the-head”.

O timbre é o melhor que ouvi em balanced armature, sendo bastante real. Quanto à separação de instrumentos, os SM3 não têm qualquer dificuldade, são capazes de processar e transmitir toda a informação com rapidez, nitidez, corpo, colocando os instrumentos no sítio correto, mantendo-se ao mesmo tempo a musicalidade. Os SM2 neste aspecto têm mais dificuldades de transmitir a mesma informação com a mesma rapidez sem perdas de informação.

Imagem da resposta em frequência (Fonte: anythingbutipod.com).

Não o considero de todo um in-ear que dê enfâse ao detalhe, considero-o sim bastante musical, agradável e não cansativo de usar por um longo período de tempo. Quem prefere um som musical e neutro vai gostar bastante dos SM3. Os SM3 têm a particularidade de ser tudo num só in-ear (como é referido em algumas análises), conseguem ser quentes, não perdem de todo a definição dos analíticos, conseguem sim acrescentar o corpo que falta em alguns modelos definidos como analíticos (com som mais metálico). Conseguem ir buscar cada aspecto bom de um determinado modelo e inserir na sua assinatura. O esforço e dedicação colocada neste modelo é algo especial, sendo importante de referir que a Earsonics conseguiu melhorar um modelo já bastante bom, SM2, que nem sempre acontece. Para quem conhece os UM3x e experimentou os SM2, é como a junção dos dois, mais uns melhoramentos (já tinha esta ideia antes de os mandar vir, e confirmei).

Álbuns de Teste:

In Rainbows – Radiohead (256kbps/AAC) – Nenhum in-ear que tinha experimentado até aos SM3 conseguiu reproduzir este álbum de forma satisfatória, segundo os meus parâmetros. Lembro-me particularmente bem neste álbum, dos CK-10, que apesar de terem a extensão nas baixas frequências, não chegam de perto aos mesmo nível dos SM3, os CK-10 são extraordinariamente claros nos médios, mas prefiro o corpo, precisão e resolução dos SM3. O bass da bateria nos SM3 consegue-se distinguir muito facilmente do baixo, os SM3 não têm dificuldade em nenhuma situação de chegarem à nota mais baixa com total precisão, como se tudo estivesse colocado no sítio certo.

Open Your ears – Head-Fi

Nota: Este álbum é constituído por uma compilação de músicas com instruções, ao qual não é possível sermos subjetivos, sendo possível fazer uma análise tanto qualitativa como quantitativa. A review foi feita com base neste álbum.

Resultados do teste: “Open Your Ears” – Head-Fi/HDTracks, The Ultimate Disc for Headphones

1 – “Spatrial Depth, it’s all in your head – Percussion Imaging Test, Best of Chesky Jazz and more Audiophile Tests Volume 2

This time, we-re going by the numbers. You will hear Richard Crooks playing in a large and reverberant recording studio at 3, 6, 9 12, 15, 30 and 70 feet away from the microphone. As the distance increases, you will hear more and more room sound, that is, the sound of the drums filling the studio. Do your headphones let youhear the depth encoded into thesse recordings? The drums are also extremely dynamic. They’re a tough test for any headphone and amplifier” 

Resultado:

Os SM3 não têm falhas, pode haver os que façam melhor, é certo, mas fazem tudo e com distinção do que é sugerido, nunca tinha ouvido outro iem a fazer isto bem, dos que tive, mesmo headphones (não tão caros). A noção de afastamento do microfone é real, como se tivéssemos uma bateria com o baterista dentro do monitor a afastar-se de nós.

2 – Teste do imaging: “Out-of-Head Imaging” – “Gadamaylin”, Of the Marsh and the Moon – I-Ching 

“Out-Of-Head Imaging – The birds and low murmuring voices first heard on “Gadamaylin” should sound far away, well outside your headphgones. Later, the high ringing tones should float free in space. through the track, you should hear a marked contrast between close and distant sounds. “Gadamaylin” also has remarkable front and rear spaciousness”

Resultado:

Tirando os ie8, dos que experimentei, que têm mais espaço, os SM3 são os melhores. Agora nos pormenores e resolução dos sons do teste não acredito que os ie8 consigam os mesmos resultados, os SM2 não o conseguem tão bem e têm o mesmo palco. Os SM3 conseguem bem reproduzir distintamente os sons próximos dos afastados, o que os torna melhores neste aspecto que o ie8, que não conseguem ser tão íntimos quando a música assim o exige. O soundstage é bastante maior que os RE-0, q-Jays e SE420 que não passam tão bem neste teste.

3- Midrange Tonality, natural as can be – “Stuck in a Moment You Can’t Get out Of”, The Persuasions Sing U2 – The Persuasions

“It’s a thrill to hear the Persuasions’ pure a cappella treatment of U2’s best tunes. The recording is as straight ahead as you can get – just a bunch os guys singing around a very special microphone – within the natural acoustic setting of St. Peter’s Church in New York City. If your Headphones are up to snuff, the men’s voices should sound like, well, voices.”

Resultado

A diferença dos Earsonics para os outros modelos que tive, é de que existem mais camadas de vozes. É possível ter uma visão correta da posição das vozes e a distância das vozes do microfone. Os SM3 conseguem ser mais íntimos que os SM2, apesar de preferir o timbre nos SM2.

4 – Low-Level Resolution, hearing the subtle stuff – “Money”, Jazz Side of the Moon, The Music of Pink Floyd – Seamus Blake, Ari Hoenig, Mike Moreno, Sam Yahel

This is really amazing. Listen to the way Ari Hoenig’s drums convey the very start of this familiar tune. The drums are way over on the right, and the subtle shading of each beat and the way they fill the acoustics of St. Peter’s Church should be very clear. It’s all pretty quiet stuff and a rather demanding test of your headphone and headphone amp’s low-level resolution.

Resultado

Quando fiz este teste, sem ler as instruções, fiquei assustado por ter a bateria totalmente colocada no lado direito, fiquei a pensar que teria algum problema num dos drivers/crossover, portanto está tudo correto. A bateria nos SM3 consegue ter mais resolução que os SM2, apesar de ambos conseguirem reproduzir melhor que qualquer in-ear que tive, os diferentes sons que vêm de cada tambor de forma independente. O sax está numa posição central e os teclados no lado esquerdo. A acústica na Igreja de São Pedro, é que podia ser melhor reproduzida nos SM3, os SM2 são bastante melhores neste aspecto.

5 – Transparency, see-through sound – “Get Behind the Mule”, Rough & Tough – John Hammond

Transparency, see-through sound – Low distortion plays a big part in waht audiophiles call transparency. It accounts for the sound’s purity and clarity. Low noise and fast transient response are also part of the mix. Over the best headphones, Hammond’s full-throated voice and clear guitar should sound fully presente and real. Of course, no headphone is perfect, but the ones that get closest to that ideal are the most transparente. 

Resultado

Neste aspecto os SM3 superam por uma margem larga os SM2, não por os SM2 serem maus neste aspecto, mas por os SM3 serem excepcionais. Se juntar a claridade, transparência à forma preenchida, quente (nada de exagerado e menos que nos SM2) da guitarra e da voz o resultado é excepcional. A transições são rápidas nos SM3 e a distorção na guitarra também é facilmente percepcionada, sempre acompanhada pela propagação no espaço da batida rítmica na madeira.

6 – Visceral Impact, feel the sound- “Saré Tete Wa”, Love Drum Talk – Babatunde Olatunji

Visceral Impact, feel the sound – On this track, Olatunji and the other drummers’ beats are as much felt as they are heard. This sort of power isn’t easy to hear over headphones, but the best ones convey the drums’ impact and palpable texture. The headphone amplifier can make a huge difference with this sort of demanding program material; the best headphone driven by a puny amp will constrict the drums’ power. 

Resultado

Tanto os SM2 como os SM3 têm bons resultados neste teste, como se sentíssemos o som a propagar-se pelo chão dado o impacto profundo. Semelhante a quando batemos num tabor junto ao chão e vemos a poeira a levantar-se com o movimento do ar. Claro que tudo isto em in-ears é psicológico. Neste teste, apenas BA com driver de graves dedicado ou dinâmicos de qualidade conseguem transmitir a “trovoada” com resolução e textura. Não acho as pancadas dos SM3, e menos no caso dos SM2, tão secas como nos UM3x, conseguem sim transmitir mais facilmente a vibração e propagação de ar no espaço. Tudo isto sem ser incomodativo para os ouvidos.

7 – Center Focus- “Texas Ranger”, Four Marys – Rebecca Pidgeon

Many headphones do not localize center images well, but some tend to sound monophonically claustrophobic. That certainlyshould not be the case with Rebecca Pigdeon’s track. Her voice should appear within the sounstage flanked by a fiddle and banjo. The centered voice and instruments should have equal focus and presence within the sound stage. 

Resultado

Este teste é facilmente superado, acrescentando em relação ao que estava habituado, um som mais maduro, consistente e firme, com um palco eimaging aberto em que o resto dos sons preenchem o espaço e não são os instrumentos que construem uma imagem.

8 – Palpable Detail and Texture – “Concerto for bassoon and Orchestra, Movement 3”, Urban Concertos – David Chesky

Listen for the palpable realism of the handclaps right from the beggining of the track. It’s just the right combination of quick transients and tonal accuracy we’re looking for. Handclaps should have a fleshy, human quality that’s very distint from other percussive sounds. The bassoon’s full and rich sound isn’t the easiest to get right, but when you hear it, you’ll know it.

Resultado

É facilmente perceptível mãos humanas a baterem, quero com isto dizer que não é um slap e está terminado, consigo dizer que são mãos com massa que estão a bater e consigo saber de que forma estão a bater as mãos, a imagem é real e o som rico, cheio de informação pormenorizada, o mesmo acontece com tudo o que se passa à volta, o sax está numa posição muito dentro da cabeça, mas o dramatismo de tudo o que se passa à volta é perceptível, como um caos de sons cheios de textura. Simplesmente não nos apercebemos que estamos a ouvir um in-ear. Tudo isto num som quente que também consegue ser analítico.

9 – Rhythm, do your headphones swing? – “Hajji Babba”, Calypso Blues – Monty Alexander

Rhythm, do your headphones swing? – This one’s a little touher to explain. Other aspects of sound quality are somewhat easier to quantify.Rhythm, however, is more a matter of energy and time. That is, does the music set your body in motion? if your phones are up to snuff, Monty Alexander’s piano, Lorin Cohen’s bass and George Fludas’ drums should lay down a seriously formidable groove. It should set something in motion.

Resultado

Tanto os SM2 como os SM3 têm o groove que a música pede, o som não é frio, nem puxa os agudos para a frente. É possível seguir o ritmo da bateria e contrabaixo, seguindo sempre a tonalidade sedosa e vibrante do piano, não havendo sobreposição das notas anteriores com as seguintes. Este foi um dos motivos que me levou a mudar para a Earsonics, procurava um som com mais corpo e menos fino, que desse outra elegância e textura em músicas ritmadas. Os SM2 conseguem acrescentar algo de sedutor à música.

10 – Depth, Music – “Tumbao De Tamborito”, Jazz Descargas – The Conga Kings

Listen for the way Mario Rivera’s baritone sax appears in front of the band’s three conga players. The bass should be further back in the soundstage. Over the best headphones, you should also hear the entire group’s sound fill the massive acoustic space oF St. Peter’s Church in New York City. 

Resultado

Neste teste o saxofone nos SM3 tem mais ar e dinâmica que nos SM2. Os SM3 também têm mais facilidade em reproduzir os instrumentos de forma clara, quando digo claro, também me refiro à textura do som do instrumento, como uma imagem 3D correta com as três variáveis de espaço. O som é mais congestionado nos SM2, não é fácil processar tanta informação de três conjuntos de percussão. O que prefiro nos SM2 é a textura do contrabaixo, que apresenta mais corpo.

11 – Bass Extension, how low can you go? – “Heartbeat”, Dr. Chesky’s Sound Show

Bass Extension, how low can you go? – Listening to bass over headphones is very different from listening to it over speakers. With speakers, really deep bass is a whole body experience – you feel it as much as you hear it – but good headphones can reproduce very deep bass. With these tests, you will hear 50, 40, 30 and finally, 20 hertz bass. Of course, human hearing is naturally less sensitive to very low frequencies, so even if your headphone isn’t rolling off the lowest bass frequencies, your ears will. 

Resultado

Neste teste, o in-ear deve reproduzir várias frequências em que para além de se ouvir, como é comum acontecer nos in-ear, também se deve sentir, algo mais difícil em in-ears. Quando tinha os q-Jays, lembro-me que o som era mais ouvido que sentido, apesar de reproduzir todas as frequências. Com os CX500 obtenho um “boom” em vez de uma batida de coração, e é mais ouvido que sentido, causando algum incomodo no ouvido. Com os SM3, e ainda mais com os SM2, é possível sentir na caixa torácica a batida do coração em todas as frequências. Pela análise visual, ambos partilham o mesmo driver de grandes dimensões para os graves e este pormenor técnico é essencial.

12 – Bass, Music – “Everything is Broken”, Memphis in Manhatten – Billy Burnette 

Bass, Music – If your headphones are really good, it should be easy to differentiate between David Roe’s profoundly deep upright bass and George Ricelli’s thundering bass drum. What’s more, the bass should have an open and more life like quality than what you hear from comercial recordings.

Resultado

Neste teste o baixo nos SM2 está mais presente, contudo de forma não tão controlada como nos SM3. A resolução nas frequências mais baixas é superior nos SM3, existe também mais ar entre cada batida de bateria e é mais fácil diferenciar a posição dos instrumentos nos SM3. O som não é tão aberto nos SM2 como nos SM3, em ambos é perceptível reconhecer que estamos numa sala em que se está a fazer “bastante barulho” com a bateria, mais uma vez o sentimento de chão a tremer e som a propagar-se como uma trovoada.

Referências:

Site do fabricante/Produto: Earsonics SM3

Preço:: 363€ c/ Iva e c/ despesas de transporte (38€)

Garantia do fabricante: 1 ano

Análises:

Test écouteurs IEM Earsonics SM3

Anything but iPod Earsonics SM3

Touch my apps Earsonics SM3

sonomag

Etiquetas

Artigos Relacionados

Close