Análises

iPhone 4S

Introdução

Depois de bastante ponderação (e poupança de dinheiro) decidi comprar um iPhone 4S. Neste período de ponderação esteve, também, sempre presente a indecisão entre este aparelho e um terminal Android (nomeadamente o Samsung Galaxy S2). No fim a escolha caiu sobre a oferta da Apple em parte porque, possuindo eu já um Macbook Pro, havia uma maior facilidade no sincronismo (nomeadamente sobre a iCloud, abordada mais à frente). Por outro lado, e do meu ponto de vista, acho o iOS mais sólido e maduro que o sistema operativo do Google e acredito que a oferta da App Store (apesar de não tão diversa) mais adequada aos meus gostos e, também, mais “segura”. Dei também bastante relevo à qualidade da câmara que comprado o aparelho, passaria a ser a minha câmara do dia-a-dia. Eis então a análise.

Unboxing

Apesar de a caixa ser simples, tal como é costume nos produtos da Apple, transmite uma sensação de cuidado e prestígio (o que seria de esperar num produto nesta gama de valores). Mal abrimos a tampa encontramos, de imediato, o terminal envolvido por duas películas (à frente e a trás) e com carga suficiente para umas primeiras horas de interacção. A caixa contém ainda uns pequenos manuais de utilização rápida, bem como um conjunto dos comuns auscultadores da Apple, um cabo USB e uma ficha de parede, também com entrada USB (sendo assim podemos carregar o aparelho quer pelo computador quer por uma tomada eléctrica). Por fim, não faltam também os habituais autocolantes.

Primeiras Impressões

Ligando então o iPhone 4S pela primeira vez somos presenteados com o logótipo de Apple e, de seguida, somos convidados a fazer a configuração inicial do terminal (de notar que é necessário ter um cartão microSIM inserido, por isso cuidados para os que não o têm logo de início). Nesta configuração seleccionamos a linguagem de apresentação e escolhemos uma rede wireless para ser feita a activação do iPhone (caso a queiram fazer sem recorrer ao computador). Depois do telefone estar ligado à Internet é então feita a activação e o registo do mesmo junto da Apple e a associação ao nosso AppleID (caso ainda não estejam registados, fazem-no neste momento). Aqui, e se já tiverem activa a iCloud, podem optar por importar os dados nela existente (por exemplo, se já tinham outro iPhone, há a possibilidade de importar os dados e aplicações, facilitando logo a configuração inicial). Por fim podemos também optar por ligar / desligar opções como o GPS, dados móveis, Siri e afins, findando assim a configuração.

 

Apesar de ser a minha primeira interacção com um iOS, posso dizer que não tive problemas para me “mexer” no sistema. A instintividade dos menus, aliada ao excelente feeling de scroll, faz com que (quase) qualquer pessoa consiga utilizar o terminal. Comecei a usar as diversas aplicações sem problema.

Como primeiras impressões destaco:

  • Facilidade de configuração e utilização;
  • Qualidade de construção do aparelho;
  • Brilho e qualidade do ecrã (Retina Display), com uma palete de cores enorme;
  • Velocidade de abertura das aplicações sem nunca demonstrar qualquer sinal de “engasgamento”;

iOS 5 & Usabilidade

Como referi anteriormente, fiquei agradavelmente surpreendido com a facilidade de utilização do iOS e das características que oferece. Destaco aplicações como o calendário e os lembretes que (apesar de também existirem em quase todos os telemóveis) estão bastante bem construídos e integrados no sistema geral. Nos lembretes existe uma característica excepcional, quando associada ao GPS: podemos configurar um lembrete para que este seja “lembrado” quando chegarmos, ou sairmos, de determinado local, o que é espectacular! O Mail também é bastante completo e permite uma fácil integração com várias contas de email, como o Hotmail e GMail. O Safari – apesar de ser um browser que dispenso nos computadores – é bastante poderoso no telemóvel, permite uma fácil leitura das páginas web, simples de usar e bastante rápido. De igual modo a componente “iPod” também é espectacular e o cover flow acaba por ser a cereja no topo do bolo para esta aplicação. A qualidade de som é exemplar – comparando, por exemplo, com o meu “velhinho” N95 8GB que sempre considerei bastante capaz nesta categoria, quer directamente do telemóvel quer por meio dos auscultadores (utilizando uns que não os incluídos como iPhone). Aplicações como o Mapas e a Meteorologia são bastante úteis, sendo ainda potenciadas pelo serviço de localização quer permite o funcionamento como um navegador GPS, para a primeira, e a actualização do tempo na nossa zona, para a segunda. Ao nível dos Jogos, apreciei a vasta oferta dos mesmos que, aliada ao poder de processamento do telefone, permite bastante divertimento para aquelas horas mortas com uma qualidade incrível. Por outro lado, relativamente às Mensagens, destaco o recente serviço iMessage: permite que falemos com outra pessoa (que possua iPhone ou iPod Touch) por mensagens sem gastar um cêntimo. É bastante rápido e tem pormenores agradáveis como indicar se o nosso remetente está a escrever algo. Uma coisa que me surpreendeu foi o painel de configuração do aparelho. É possível fazer mil e uma configurações, permitindo assim que configuremos o telefone ao nosso gosto até ao último detalhe!

E como telefone propriamente dito? Também muito interessante! Achei a aplicação contactos espectacular, porque permite, com uma grande facilidade, personalizar cada um dos nossos contactos: qualquer número de contacto, aniversário (que adiciona automaticamente ao calendário), perfis de twitter e facebook, relações de parentesco entre muitas outras. Podemos ainda no Mapas seleccionar um qualquer ponto do mapa e associar ao contacto para assim, ficarmos com a sua morada. Mais interessante ainda é que para quem tem facebook (se calhar é melhor perguntar que não tem…) pode configurar o mesmo para, de maneira automática, sincronizar as fotos dos nossos contactos com as dos seus respectivos perfis! Achei que as chamadas se fazem com um volume bastante aceitável e nunca tive qualquer problema nas que realizei.

Por fim acabo com a característica que porventura chamou mais à atenção: a (o?) Siri. É de facto algo bastante interessante e realço a sua capacidade de entender uma “ordem falada” em vez de algo mais mecânico. Permite fazer um sem fim de tarefas e mesmo em locais mais barulhentos consegue compreender o que dissermos. Acredito é que, ao longo do tempo, perca aquele hype inicial. Isto porque já estamos tão habituados a fazer determinada tarefa (por vezes de maneira já mecanizada) que pura e simplesmente nos esquecemos da nossa amiga Siri! Aliado a isto está o facto de não existir (ainda, espero eu) suporte para a língua portuguesa o que, certamente, poderá afectar muita gente. É, assim, uma funcionalidade adorada por uns e ignorada por outros.

Store

O que há para dizer sobre a Store? Ao nível de música, filmes, podcasts e ebooks existe uma grande oferta, como todos sabem. Relativamente às aplicações, também existe, igualmente, uma grande oferta e com boa qualidade. Como fã de fotografia resolvi logo comprar algumas apps “fotográficas” e todas elas me pareceram bem conseguidas e bastante úteis, facilitando a vida e permitindo fazer composições agradáveis e com relativa facilidade. De organizadores pessoais (destaque para o Evernote), a aplicações de notícias (vejam o Flipboard) passando por jogos, rádios e outros, temos um sem fim de escolhas, muitas delas grátis, que nos podem tornar muito mais produtivos e facilitar o dia-a-dia!

iCloud

As funcionalidades oferecidas pelo iCloud foram outro factor de peso na escolha do telefone: não só permitem um backup fácil e completo do que tenho no iPhone como facilitam a sincronização entre o telemóvel e o MacBook. Além do sincronismo imediato (mediante ligação à Internet) dos contactos e do calendário o iCloud também guarda marcadores do Safari, lembretes e, ainda, fotos tiradas. Aqui realço um aspecto menos positivo: o armazenamento de fotos na cloud é feito durante 30 dias e, sem explicação aparente, é impossível apagar deste “photostream” qualquer fotografia que desejemos. Sendo assim, a única alternativa passa por apagar o álbum online inteiro (creio que, no entanto, já está na calha uma actualização para o iOS, em fase beta no momento, que resolve esta situação).

Mais interessante ainda são os backups feitos diariamente (se o iPhone se encontrar ligado a uma rede sem fios) que garantem que, caso tenhamos algum problema com o telefone, facilmente podemos restaurar os nossos dados, aplicações, etc.

Câmara

A qualidade que a câmara de iPhone 4S oferece foi, porventura o factor decisivo na escolha do mesmo. Os 8MP aliados a um novo sistema de lentes fazem maravilhas. Não só se consegue tirar fotografias de alta qualidade em situações de bastante luz, como também em ambientes mais escuros, muito por “culpa” do referido sistema de lentes, que é capaz de capturar maiores quantidades de luminosidade. Pormenores como a capacidade de tirar fotos com o botão de volume ou a funcionalidade de HDR, potenciam ainda mais as características fotográficas deste telemóvel. O modo vídeo é, também ele, bastante capazes e consegue produzir vídeos FullHD muito aceitáveis (que, devido ao estabilizador de imagem integrado ficam ainda mais agradáveis). O flash, disponível nos dois modos, é suficiente e consegue eliminar, de modo equilibrado, as nossas imagens. Interessante é, também, a capacidade de geo-localização que assina as fotografias com o local onde foram capturadas.

Relativamente ao próprio acto de tirar uma fotografia, tenho um ponto negativo a destacar. Num recente update do iOS, tornou-se possível disparar através do botão de volume “+”. No entanto este botão está no pior sítio possível. Habituado a pegar correctamente numa máquina fotográfica, se tentarmos replicar este tipo de pega acabamos por tapar totalmente a lente e o flash o que, a meu ver, não dará muito jeito…

Por fim, destaque para o editor de fotos incluído que oferece um conjunto de funcionalidades bastante interessante, tais como a remoção de olhos vermelhos, recorte, e ainda um simples, mas eficaz, melhoramento automático. Para utilizadores mais avançados, que procurem maiores capacidades de edição, recomenda-se o uso de aplicações dedicadas, disponíveis na App Store.

Bateria

Neste capítulo o terminal podia ser claramente melhor mas, até certo ponto, não me queixo. Com uma utilização regular uma carga (até cerca de ~20%) dura-me para dois dias o que, a meu ver, não é nada mau. Com um uso mais intensivo do 3G passa para dia e meio. Sendo assim, penso que até é bastante aceitável. Haveria, por ventura, muito mais a dizer neste capítulo mas, como se percebe, a duração da bateria depende imensamente do tipo de uso da cada utilizador.

Bumper Case

Para proteger o terminal optei por comprar, logo de inicio, uma SGP Neo Hybrid que não aumenta substancialmente o volume do aparelho e não destoa das cores do telefone. Como extra, a case trazia ainda duas películas (frente e trás) que, até agora, têm feito um bom trabalho. A case é fácil de colocar e permite o fácil acesso a todos os botões. Oferece uma boa protecção mas, como seria de esperar, não protege totalmente a traseira do mesmo (o que só uma case com protecção atrás conseguirá fazer com total competência). O único ponto negativo que até agora descobri está relacionado com a saída de 3,5mm jack. Como o bumper adiciona alguns milímetros às laterais do telefone, cabos jack que sejam mais largos no conector não darão para ligar (a título de exemplo, os auscultadores que vêm com o telemóvel funcionam. Cabos mais largos já não, ou muito dificilmente). Atenção a este pormenor portanto.

 

Conclusão

O que dizer? Este aparelho é, muito provavelmente, umas das melhores compras que já fiz, apesar do seu elevado preço. Oferece mil e uma funcionalidades que conseguem, claramente, ofuscar os aspectos menos bem conseguidos. De leitor de música, a assistente pessoal, a GPS, e não esquecer, como aparelho de telecomunicação!). 5 estrelas! Quem tenha possibilidades e queria um telefone nesta gama de preços certamente não se irá arrepender.

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