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Análise Nokia Lumia 800

3. Ecrã, som e câmara

O ecrã é AMOLED e a Nokia tem a sua própria tecnologia ClearBlack que apresenta os pretos realmente pretos, seja qual for o nível de brilho – isso funde-se perfeitamente com o Windows Phone, ficando muito bem no ecrã inicial e no restante sistema operativo. Como comparação, num ecrã LCD os pretos tendem a ser cinzento-escuro e ficam mais claros quando aumentamos o brilho.

Em conjunto com o excelente sensor de luminosidade, significa que seja qual for a situação que nos encontremos temos a melhor performance de ecrã. Os utilizadores mais sensíveis podem ficar descansados pois o brilho é rapidamente diminuído quando usamos o telefone numa zona de pouca iluminação para não ferir os olhos (e poupar bateria), mas também aumenta rapidamente numa zona de muita luz (na rua ao sol por ex.) garantindo que o telefone continua usável nessas condições extremas.

De facto é bastante superior ao ecrã do HTC Mozart que uso actualmente e que tem um ecrã LCD. Para além disso, o sensor de luminosidade do Mozart é muito preguiçoso e em situações de pouco brilho mantém-se num nível médio – em comparação o da Nokia é bastante sensível e ajusta-se automaticamente em segundos.

Ecrã do Nokia Lumia 800 no interior – brilho automático

Ecrã do Nokia Lumia 800 no exterior ao sol – brilho automático

Notei que em situações em que o ecrã tem um brilho reduzido, existe uma pixelização estranha, como se determinadas cores perdessem qualidade devido ao pouco brilho. É notório no arranque de aplicações com determinadas cores de fundo ou em tamanhos de letra mais pequenos. Não noto esta pixelização no ecrã do HTC Mozart e também considero que as vantagens do ecrã AMOLED se sobrepõem a esta pequena desvantagem, mas existe e tem a ver essencialmente com a qualidade da tecnologia PenTile do ecrã AMOLED. Aconselho os utilizadores que lêem muitos livros ou textos com tamanhos de letra pequenos a averiguarem esta questão antes de comprarem.

O vidro redondo, sendo diferente do habitual, é mais natural ao toque e à deslocação dos dedos e dá mesmo uma maior profundidade aos conteúdos que vemos no ecrã, como se tivessem relevo! Aconselho os leitores a experimentarem, já que não é possível transmitir essa sensação em imagens ou vídeos.

Como indiquei anteriormente, na parte inferior encontra-se o altifalante/coluna de som e apesar de ser uma boa posição no geral, o som pode ser abafado pelos nossos dedos ao segurar o telefone em modo paisagem, principalmente quando jogamos um jogo. Quando temos o telefone em repouso numa mesa ou secretária, o som do Lumia não é abafado como os outros telefones que têm a coluna na parte traseira.

Pondo de parte estas questões, o Lumia 800 tem uma qualidade e potência de som acima da média, sendo por exemplo bastante superior ao LG E900 em termos de qualidade e ligeiramente melhor que o HTC Mozart. Os auriculares fornecidos são bastante básicos mas suficientes para utilizações menos exigentes.

A câmara do Lumia 800 tem um desempenho bastante bom, sendo extremamente rápida a tirar fotografias, mesmo no modo automático. Basta pressionar o botão físico para tirar fotos rapidamente e de qualidade com ajustes automáticos e foco central. Podemos ainda instruir a câmara a focar e tirar fotos ao que quisermos tocando no ecrã.

De evidenciar ainda a tecnologia da Nokia de redução de ruído produzido nas fotos e os detalhes obtidos ao usar os 8MP das ópticas Carl Zeiss. Posso acrescentar que há uma diferença brutal de câmaras entre o Lumia 800 e o HTC Mozart (e até mesmo o LG E900), sendo o Lumia 800 imensamente superior em todos os aspectos.

Fotos e vídeo num dia de sol com definições automáticas, excepto indicação em contrário

A foto seguinte foi tirada com foco macro:


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