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Análise Surface Pro

Primeiras Impressões e utilização

É difícil descrever este equipamento tal como aconteceu com o RT porque mesmo com melhor hardware e sistema operativo diferente, continua a ter o que se pode chamar de crise de identidade. Devido ao peso torna-se difícil – para quem queira andar com ele de um lado para o outro ligado – conseguir fazê-lo de forma confortável. Por outro lado e apesar de executar as tarefas tão bem ou melhor que muitos portáteis na minha opinião, vem limitado à partida se comprar apenas o tablet devido à falta de acessórios incluidos. Refiro-me especificamente à ausência de um teclado.

Um equipamento com este valor não vir “completo” quando claramente o objectivo da Microsoft foi criar uma alternativa aos convencionais portáteis que são a ferramenta de trabalho mais utilizada. Tomando em consideração o seu aspecto sóbrio e o hardware escolhido para este equipamento em que é notória a preocupação em agradar ao mercado empresarial e sabendo que actualmente a mobilidade e a conectividade constante, a actual versão ainda está limitada em termos de abrangência.

A aposta da Microsoft em hardware próprio não deixa de ser uma aposta arriscada. Não em termos de falta de inovação mas em termos de relação com os principais parceiros de muitos anos que sempre contaram com outra postura por parte da Microsoft.

 

Pelo tamanho (10” ) poderíamos compará-lo aos Netbooks contudo se o fizermos em termos de duração de bateria o mesmo não se aproxima, ganha em performance e empata em termos de interface de introdução de dados (teclado e touchpad)  caso adquiram o teclado original ou usem um teclado e rato USB ou bluetooth. No caso de ser USB têm também que comprar um HUB pois o Tablet apenas tem uma porta.

Em termos de mobilidade andar com uma dock, teclado ou rato atrás não é cómodo e ter implementado o teclado junto da capa dá uma maior liberdade. No entanto há uma limitação que já referimos com o Surface RT que tem a haver com a posição única da stand que limita a sua utilização.

Este equipamento vem equipado com um Core i5 num corpo composto na sua maioria por uma liga metálica (a kickstand tem uma textura e resistência assim como um som diferente parecido a plástico duro) que a Microsoft apelida de VaporMG (Magnésio que teve um tratamento final a vapor de forma a dar o aspecto e forma pretendida). Nos dias com temperaturas elevadas não é muito confortável ter um destes equipamentos nas mãos seja para ler documento, livros, ou editar, apreciar um video da sua série ou filme preferido enquanto se desloca nos transportes para o trabalho por exemplo ou quando corre uma aplicação mais pesada que faça uma utilização mais intensiva do processador aumentando substancialmente a temperatura.

Ao contrário do que esperava não é difícil utilizar o equipamento como substituto completo de um portátil, a capa/teclado funciona bem e é confortável ao toque e o ecrã com a resolução FHD torna-se exequível realizar as tarefas do dia a dia com este equipamento, sendo este um dos pontos positivos. Para utilizações mais prolongadas em que queiram usar um monitor externo existe sempre para alguns alguma dificuldade em adaptar-se ou querer usar este tipo de monitor, para isso o mesmo vem equipado com uma mini DisplayPort.

Esta mesma análise foi escrita na integra utilizando a capa incluída enviada pela Microsoft e com algumas pausas não tive problemas de maior.

A nível de performance o equipamento é exactamente aquilo que é anunciado, perfeito para trabalho e mais que suficiente para correr todo o ficheiro de vídeo. Já para jogos irá ter que contentar-se com os jogos oferecidos na Microsoft Store ou alguns jogos da Xbox Live disponíveis para Windows Phone/ Windows 8.

O aspecto positivo de trazer o Windows 8 Pro é que teoricamente é compatível com todos os jogos para Windows, contudo com uma gráfica integrada, não espere correr na melhor qualidade os jogos mais recentes, contudo, segundo a análise do Eurogamer por exemplo conseguiram correr Skyrim, DmC e Starcraft 2 com alguma qualidade e sem slowdown.

Deixando de parte os jogos, foquemos-nos na oferta a nível de software, se a a maior justificação entre escolher um tablet recai sobre a oferta de aplicações, entre os milhares de aplicações na App Store e na Play Store, que tal se lhe disser (como já deverá ter compreendido) que além das aplicações disponíveis no Market da Microsoft, toda e qualquer aplicação disponível para Windows, desde que cumpra os requisitos de Hardware mínimos correm sem qualquer problema no seu tablet?

Não iremos como poderão compreender focar todas as aplicações nem testar a performance das mesmas, de modo a verificar se haveria alguma diferença entre este Surface e outro Ultrabook com as mesmas características.

Referente às aplicações da Microsoft Store damos contudo destaque às aplicações criadas e disponíveis em Português de Portugal como é o exemplo de:

  • RTP
  • TVI
  • TSF
  • Banca Sapo
  • Sábado
  • Negócios
  • Pplware
  • Dicionário Porto Editora
  • Público
  • Meo Go
  • Record
  • Zon Cinemas
  • Sapo Sabores
  • Caixa Directa
  • IT Jobs

O Surface Pro é um óptimo substituto à maioria de ultrabooks e aos netbooks ou fazer alguns retoques com a pen nas suas imagens devido ao digitalizador Wacom incorporado com reconhecimento de mais de 1000 pontos de pressão permitindo por exemplo colocar a mão sobre o ecrã e desenhar sem qualquer tipo de necessidade de ter a mão esticada e afastada da tela.

Tanto na escrita como nos desenhos realizados na aplicação gratuita através da Microsoft Store OneNote denotou-se de início um grande detalhe e capacidade de resposta quase imediata ao que é escrito, contudo o que no meu caso ainda causa alguma confusão e de certeza que não sou o único é a textura. Quero com isto dizer que pousar a mão sobre uma folha de papel e escrever ou desenhar apesar de teoricamente ser a mesma coisa, acaba por ser bastante distinto tanto na velocidade da escrita final, como também no tamanho da letra e a capacidade para calculo de espaço restante que é feito automaticamente pelo cérebro e esta operação, para quem não está habituado a utilizar digitalizadores para edição de imagem ou design, de certeza que de início irá ter o mesmo problema, algo que espero que passe com a experiência habitual e que não poderei confirmar uma vez que o tempo que temos os equipamentos disponíveis para análise é demasiado reduzido para aferir este tipo de questões.

No que diz respeito à bateria a Microsoft anuncia que a mesma dura sensivelmente 5 horas quando em reprodução de vídeos em HD, desde que utilizando o perfil de poupança de energia ou equilibrado, contudo nos testes realizados obtivemos sensivelmente 3h43 de bateria e numa utilização normal a editar documentos, visualização de vídeos ocasional assim como navegação da internet durou pouco mais de 4h20.

Já em termos de design, queria deixar a ressalva que ao contrário do que a Microsoft diz no seu site (http://www.microsoft.com/surface/en-us/surface-with-windows-rt/vapormg) não é complicado ficar com dedadas no equipamento, mesmo com a protecção extra anunciada.

Para terminar a minha apreciação inicial durante a última semana não consigo compreender como é que um equipamento deste valor tem uma câmara traseira (já nem refiro a frontal que e mais que suficiente para video-chamadas) com tão pouca qualidade, segundo o programa da própria Microsoft (Câmara) a mesma apenas tem 0.9 Megapixeis fazendo com que as imagens tiradas estejam cheias de “ruído”.

O video por outro lado é razoável.

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