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Gigabyte GTX 460 1 GB OC

Introdução

Na guerra da introdução do Directx11, a ATI lançou-se à dianteira com o lançamento da gama Evergreen em Setembro/Outubro de 2009, sendo o melhores produtos da ATI desde as lendárias Radeon 9000 séries.

A nvidia foi apanhada um pouco de surpresa e demorou bastantes meses para lançar a sua nova geração, tendo que aguentar com as GTX 2xx, que ficaram em clara desvantagem.

Depois de longos meses de espera, em meados de Abril a nvidia apresenta a sua nova geração de gráficas, com o nome de código Fermi (este nome deve-se ao físico italiano [URL=”http://en.wikipedia.org/wiki/Enrico_Fermi”]Enrico Fermi[/URL], cujo trabalho se destacou na área da física nuclear), composto inicialmente pelo GPU GF100 e 2 gráficas, GTX 480 e GTX 470. O GF100 é composto por 16 clusters de 32 shaders cada, em 2 grupos de 8, num total de 512 shaders, mais do dobro do anterior GT200, que equipa as GTX 200!
Apresenta ainda um bus de 384 bits, organizado em 6 controladores de 64 bits e ainda uma cache L2 de 768 Kb partilhada, que é uma novidade, visto que até então a cache L2 era dedicada por grupo (portanto várias caches L2 independentes). Tudo isso resultou num monstro com cerca de 3000 milhões de transístores e 529 mm2 de superfície (Ou seja um integrado com 2,3 cm de largura e comprimento, portanto nada pequeno). Por ser um integrado tão complexo, a Nvidia enfrentou graves problemas de aproveitamento de chips funcionais (chamado de “yield”), que inicialmente andou em 10%, ou seja em 10 integrados que saída do Wafer, só 1 podia ser aproveitado. Isso provocou o enorme atraso no lançamento, alem disso a nvidia viu-se obrigada a cortar shaders nos modelos que lançou, alem do óbvio custo elevado de produção. Felizmente os yields é um problema muito conhecido da industria de semicondutores e com o tempo o processo é melhorado e as % de chips funcionais aumentam.

A GTX 480 apresenta 15 dos 16 grupos de 32 shaders activo, num total de 480 shaders e o bus completo de 384 bits. Dado os problemas do yield e o enorme TDP de 250w, a nvidia não pode lançar um modelo com 512 shaders activos, ficando em aberto uma possível GTX 485 com o GF100 na configuração máxima. A nvidia só deve esperar que a TSMC melhore o processo de fabrico de modo a melhorar o yield, bem como o consumo.
A GTX 470 tem 14 grupos activos, num total de 448 shaders e um dos controladores de memória desactivados, ficando com 320 bits de interface.

Para poder aproveitar os GF100 defeituosos, a nvidia lançou a Geforce GTX 465, onde apresenta apenas 11 grupos activados, 352 shaders e apenas 4 dos 6 controladores de memória activos, num total de 256 bits. Ou seja praticamente 1/3 do chip está desactivado, mas com isso a nvidia põe no mercado gpu’s que iriam para o lixo. A desvantagem é a péssima performance/consumo que estas versões “heavy cut-down” costumam ter. A ATI 5830 e a antiga ATI 4730 também sofrem deste problema.

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