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Análise ao microfone Blue Spark Digital

A Blue, marca norte-americana de produtos I/O áudio, tem vindo a consolidar a sua presença no mercado internacional, muito devido à sua linha de microfones desktop usb, a qual assume a esmagadora maioria do portfólio da marca.
Os seus produtos são caracterizados por desenhos um algo invulgares, o que associado à sua provada qualidade, os torna bastante célebres junto dos consumidores.

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Hoje vamos analisar o Blue Spark Digital, microfone USB.

Especificações

  • Interface: Apple Lightning + USB 2.0
  • Frequência de resposta: 26- 20 kHz
  • Sensibilidade: 28 mV/Pa
  • SPL Handlling Range: 65-128 dBa
  • S/N Ratio: 84 dB
  • Noise Level: 10 dB

Embalagem e Conteúdo

Na caixa todo o material vem compacto e portanto sem espaço para movimentações indesejadas aquando o transporte.

O microfone propriamente dito vem envolto em plástico, enquanto que os restantes itens chegam em contacto com os compartimentos de cartão. Ao todo, quando abrimos a embalagem podemos encontrar um manual, o microfone, o shock mount, uma cabo com terminação USB para Windows e um cabo com terminação Lightning para Apple.

Pouco mais haverá a mencionar, senão que o material chegou da Holanda em perfeito estado, sem folgas, sem pintura lascada, em suma, sem nenhum problema a reportar.

Set-up e Uso

Numa primeira fase, depois de retirado todo o conteúdo da caixa, tentamos em primeiro lugar encaixar o microfone no shock mount, contudo, foi necessário aplicar bastante força para enroscar totalmente o cilindro nas estrias do shock mount, tanta que a certo ponto chegamos a questionar-nos se não corriamos perigo de quebrar qualquer peça do microfone. Depois de algum tempo e com a ajuda de uma toalha para mão não escorregar no metal polido, o microfone acabou por ir ao sítio, ficando perfeitamente encaixado. O suporte na sua maioria é também ele de metal, à exceção do “berço” do microfone, o qual apesar de ser de plástico, assume bastanta solidez. Assim, podemos controlar a inclinação do Spark tendo por base um ângulo de ajuste semelhante ao do movimento de um baloiço, fixando-o na posição ao rodar os parafusos no topo do suporte.

Ainda em relação ao setup do equipamento, já no Windows, é necessário colocar o equipamento como predefinido para que o mesmo seja a primeira escolha de qualquer software e reduzir o nível de captação do mesmo para volta dos 50%, a fim de evitar atingir picos sonoros.

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Outro aspeto a ter em atenção é o facto de este modelo em particular ter embirrado, presumo eu, com alguma opção da motherboard, dado que a cada suspensão o Spark deixava de funcionar, tendo que o desligar e voltar a ligar da porta USB. O mesmo não aconteceu nos restantes PCs da casa, pelo que ainda está por descobrir a opção causadora deste problema.

Agora, quanto à funcionalidade de monitorização do som captado, devemos dizer que apesar do tempo de resposta se encontrar no ponto, o volume só se encontra em níveis aceitáveis quando no máximo, sendo que com valores inferiores, dificilmente conseguimos distinguir a nossa voz. Tal volume, é ajustado pela roda na frente do equipamento, que apesar de aparentar ter 4 níveis diferentes devido aos 4 pontos com iluminação, apresenta cerca de 2 degraus intermédios entre cada nível. De referir que os headphones não são ligados diretamente no microfone, mas sim numa bifurcação do cabo próxima à parte do cabo (mini-USB) que liga ao Spark Digital e não ao PC, uma solução que apesar de bastante prática, não coaduna com a atenção ao detalhe dedicada pela marca no que toca à estética deste microfone.

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Interessa referir que para controlar o volume do dito feedback temos a roda de borracha à frente, que quando girada também altera o volume de todo o áudio que está a ser reproduzido já no PC. De qualquer dos modos, mesma para emissão contínua de voz, por exemplo, com Skype ou TeamSpeak, a monitorização nunca será uma opção a ser utilizada, uma vez que passado algum tempo, torna-se muito difícil lidar calmamente com cada clique e cada pressionamento de  tecla, que também são captados e portanto, reproduzidos.

Numa perspetiva prática, posso adiantar que este microfone não têm as dimensões adequadas para assentar na mesa diretamente à frente da fonte sonora (a nossa boca), já que muito irritantemente tapa grande parte do ecrã, uma vez que a sua altura é de 20 cm. No entanto, Portugal não é um país de ricos e como tal, se já é raro encontrar alguém com um setup de dois monitores, ainda mais difícil é encontrar alguém com três, ou seja, para contornar este problema basta simplesmente colocar o micro à esquerda do teclado a fim de manter a proximidade.

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Em termos qualitativos da captação, posso mais do que confortavelmente afirmar que não tenho qualquer microfone de headset que chegue sequer perto do Blue Spark, e para tal, acho relevante presentear cada um de voz com o doce som da minha voz anasalada, distribuído por samples gravadas com diferentes equipamentos.

Blue Spark Digital

Blue Yeti

Plantronics 788

Steelseries 5HV3

Steelseries Siberia V3 Prism

Bloody G450

De reparar, que de entre todas as gravações, claramente se sobrepõe os equipamentos da Blue, no entanto não devemos esquecer que todas as outras samples foram gravadas a partir de microfones de headsets que custam uma fração do preço destes equipamentos em análise.

Conclusão

O microfone Blue Spark Digital corresponde a um equipamento desenhado especificamente para uso profissional ou semi-profissional e, como tal, encontra-se destacado numa secção mid-end do mercado, com um preço nunca inferior a 200€.

A qualidade de construção do mesmo é impecável, nomeadamente no que toca aos materiais utilizados e à solidez do equipamento no seu todo, a qualidade de som igualmente, contudo, olhando para o restante catálogo da marca, dificilmente conseguimos encontrar razões para optar por este microfone, em detrimento do best seller Blue Yeti. O design terá que ser a única razão alegada pelos amantes deste modelo e mesmo assim, falando não do aspeto, mas sim das suas dimensões, o Blue Spark apenas mede cerca de menos 3 cm centrímetros que o Yeti, apresentando sensívelmente o mesmo diâmetro devido ao shock mount.

A ZWAME agradece à Blue a disponibilidade do equipamento para análise.

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