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Análise ao headset Steelseries Siberia V3 Prism

Introdução

A SteelSeries é uma das marcas de periféricos gaming com maior quota de mercado e, como tal, a mesma não é de todo estranha ao público português. Desde os seus primeiros dias, que é conhecida sobretudo pelos seus headsets (game Siberia) e ratos, no entanto, a mesma apresenta também soluções de qualidade no nicho de teclados mecânicos, incluindo dois modelos com layout PT-PT.

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Hoje estaremos aqui para analisar o headset SteelSeries Siberia V3 Prism, modelo (com retro-iluminação) dos bem sucedidos Siberia v2.

Especificações

Microfone:
– Padrão de Captação: Uni-direccional
– Sensibilidade: -42 dB
– Frequência de Resposta: 100 – 100.000 Hz
– Impedância: 22 Ohm

Auscultadores:
– Dimensões do Altifalante: 50 mm de diâmetro
– Impedância: 35 Ohm
– Frequência de Resposta: 20 – 20.000 Hz
– Nível de Pressão Sonora: 1 kHz
– Sensibilidade: 80

Conexão: USB

Comprimento do Cabo: 1 + 2 m

Em Detalhe

Os materiais utilizados nos SteelSeries Siberia V3 não fogem muito à herança da marca, o que nos leva a deduzir que a durabilidade do equipamento se mantém a par dos SteelSeries Siberia V2, já descontinuados. Basta recordar que os predecessores sempre foram marcados pela sua solidez, uma das características que valeu o sucesso do headset na sua geração. Assim, encontramos pads de pele sintética muito bem aplicadas, sem costuras visíveis ou quaisquer odores e com um enchimento uniforme, bastante leve e que parece não se deslocar ou deformar com o uso. As cups, apesar de plásticas, agora já não são glossy, algo que francamente nos agrada pela simples razão de que deste modo passamos a ter um periférico esteticamente mais apelativo, sem marcas de dedadas, o que coaduna com este modelo que tanta atenção deposita no aspeto do headset.

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Deste modo, encontramos um tipo de plástico bastante básico na parte mais exterior das cups, no círculo perfurado que se encontra sobre a iluminação e na circunferência que se encontra entre as duas aplicações de plástico glossy no interior da cup. Já nos aros que asseguram a integridade e flexibilidade do headset vemos uma espécie de inovação, uma vez que ao primeiro toque parecemos encontrar tubos ocos de borracha, mas que na realidade ocultam umas guias de material desconhecido às quais temos que atribuir as propriedades físicas já referidas.

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Por último, resta referir que a headband, a qual conserva a mesma pele sintética, ganha um logótipo prateado em relevo no topo e perde as aplicações em plástico na lateral.
No que toca à integridade estrutural dos SteelSeries Siberia V3, em termos de flexibilidade, temos aqui um headset mais do que similar ao predecessor, o qual pode ser manuseado sem preocupações, quer seja ao alargar para assentar na cabeça, quer seja ao puxar pelos aros para tirar a o headset, a fim de rapidamente abrir a porta a alguém que tocou na campainha. No entanto, com muito satisfação vemos que esta versão perde os ruídos de fundo com que os SteelSeries Siberia V2 chegavam logo no primeiro dia, muito devido à área problemática dos fios que seguravam a headband.

Virando a página para o campo da  solidez, rapidamente interligando com o que foi dito em termos da flexibilidade do equipamento e juntando toda a simplicidade de materiais utilizados no headset podemos perceber que em suma, encontramos aqui uma alternativa ótima para aqueles que costumam ser menos cautelosos com os seus pertences, não tendo assim que se preocupar quer com a sua danificação ou simples sinais de desgaste irritantes (arranhões na superfície glossy, desgaste da tinta em contacto com superfícies de maior atrito, etc)

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Agora, relativamente ao conforto, nunca poderemos deixar de referir a leveza desta gama de headsets, algo que não se deve simplesmente ao seu reduzido peso, mas ao uso de uma headband super-flexível, segura no seu lugar por fios e outro elemento, o qual lhes confere um grande elasticidade. No entanto, com os SteelSeries Siberia V3, somos obrigados a depositar todas as nossas vontades de configuração neste elemento, especialmente quando falamos em ajuste de altura, uma vez que ao contrário do que é visto com outros headsets, não encontramos qualquer opção para ajustar o tamanho da headband, algo que geralmente nos é trazido por elementos com sistemas de deslize. Deste modo, como acontece no meu caso, é impossível que as cups cubram a totalidade das minhas orelhas, as quais são de um tamanho totalmente normal, uma vez que devido à elasticidade da headband, o headset se encontra a puxar as cups permanentemente para cima. Isto, para além da ligeira sensação de desconforto, gera também um leak sonoro bastante significativo e, pelo lado positivo, um alargamento do tamanho do palco sonoro.

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A respeito da iluminação, temos aqui uma solução de qualidade, com uma cor agradavelmente homogénea e que, felizmente, não fere os olhos das pessoas, nem ilumina qualquer parte da divisão (mesmo com candeeiros desligados à noite), graças a um brilho que não é excessivo ou agressivo.

Uso e Desempenho

Os SteelSeries Siberia V2 nunca foram um exemplo de genuína qualidade sonora, contudo o mesmo parece acontecer com quase todos os headsets de todas as marcas. Geralmente, pelo mesmo preço, a melhor solução costuma ser um combo de headphones+microfone, no entanto, na maioria das situações, acabamos por perder a comodidade de um microfone embutido nas cups por microfone de lapela ou de mesa. Assim sendo, temos que admitir que os headsets ocupam de facto o seu espaço no mercado e será dentro desse espectro que avaliaremos a qualidade sonora deste equipamento.

Em primeiro lugar, olhando para o predecessor deste headset, temos que deixar demarcada a predominância dos médios e baixos, uma combinação que juntamente com o formato open das cups, nos oferecia um som bastante flat, mas com um palco bastante alargado, algo que assumia bastante importância em jogos como Counter-Strike 1.6, jogo no qual este headset dominou durante muito tempo, não só devido ao trabalho de marketing da marca. Já com os SteelSeries Siberia V3, quem veio dos SteelSeries Siberia V2, certamente irá encontrar um baixo substancialmente mais reduzido e, no geral, um maior equilíbiro de frequências. Não obstante, ainda é entristecedor ver que este headset continua apenas a privilegiar os médios, algo que certamente ajuda jogadores de FPSs pelo corte na cor do som, mas que tira muito do proveito que uma pessoa é capaz de tirar da maioria dos géneros de música. A dimensão do palco é talvez a característica com a maior melhoria neste salto de geração e, que mais uma vez, salienta a atenção da SteelSeries no típico jogador de FPS.

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Quanto ao microfone, realmente não podemos afirmar que haja aqui grande substância, parecendo mesmo que houve um decréscimo de qualidade face ao componente homólogo dos SteelSeries Siberia V2. Aliás, o som captado é também ele demasiado flat e rico em ruído ambiente, algo que fica bastante aquém do esperado. De referir que na cup esquerda, na mesma onde encontramos o microfone, temos o botão slide com a função de mute/unmute, o qual funciona perfeitamente bem, é fácil de entrar e não deixa, portanto, quaisquer saudades do antigo controlador a meio do cabo.

Software

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Considerações Finais

Não é por acaso que durante a quase totalidade deste artigo nos referimos a este modelo como SteelSeries Siberia V3, uma vez que o modelo com iluminação se distancia do standard em cerca de 40-50€. Assim, por 80€ (modelo standard), podemos considerar este como um headset muitíssimo especializado para jogadores de FPS e pouco mais, uma vez que em termos de qualidade de som, certamente conseguiremos encontrar melhores soluções para reprodução multimédia. Não obstante, os SteelSeries Siberia V3 assumem-se como um headset com excelente qualidade de construção, sólidos, flexíveis, confortáveis e com indicadores de serem capazes de manter a integridade estrutural com o passar do tempo.

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Ainda assim, pelo mesmo preço, podemos encontrar headsets talvez não tão confortáveis, mas com uma melhor qualidade de som, quer a nível de reprodução, quer a nível de captação, como é o caso dos já conhecidos Hyper-X Cloud I/II (e respetivos modelos oriundos da mesma OEM) e ASUS Orion, modelos estes que pairam sobre o mesmo tecto de orçamento.

Relativamente à iluminação, a mesma apresenta pormenores de muita qualidade e um software que traz uma panóplia de funções dinâmicas ligadas aos eventos de certas aplicações standard e configurações mais básicas para toda e qualquer outra, contudo, cabe ao leitor ponderar se esta mais valia justifica o acréscimo de preço.

A ZWAME agradece à SteelSeries a disponibilidade do equipamento para análise.

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