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Análise ao rato Corsair M65

Introdução

A Corsair, fabricante norte-americana de componentes PC, apresenta uma das maiores gamas de equipamentos para PC de qualquer marca que opere no mesmo mercado. Recentemente, a mesma recebeu um facelift na área gaming, tendo alterado o seu logo e apresentando a um ritmo acentuado, periféricos com design renovado e características que os tornam como escolha recomendada da comunidade.

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Hoje teremos em análise um dos ratos da vasta line-up da marca, nomeadamente, o Corsair M65.

Especificações

  • Sensor: Avago A9800
  • Switches: OMRON D2FC-F-7N
  • Dimensões: 114 x 83 x 32 mm
  • Peso: 164 gramas (ajustável)
  • Nº de botões: 8
  • Nº máximo de DPI: 8200
  • Cabo: Sleevado

Em Detalhe

Este ainda ainda é um dos ratos da Corsair que apresenta a típica shell da marca com arestas bastantes agressivas, o que facilmente o empurra para uma categoria de reduzida adaptabilidade por parte da grande maioria do público. Podemos notar ao longo de toda a shell o limite entre laterais e parte superior nada suave, com particular destaque nas costas, onde a mão assenta.

Dadas as dimensões do rato, palm grip nunca será uma hipotese a considerar e mesmo claw acarreta as suas desvantagens em termos de desconforto.

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Em termos de coating, a Corsair tomou opções bastante inteligentes, tendo aplicado uma muito fina camada de borracha na face superior do M65 e deixado apenas plástico granulado nas laterais. Assim, quem tem problemas com suor vê uma solução igualmente eficaz, com o bónus de uma maior resistência ao tempo, dada a fama do desgaste das aplicações de borracha com o uso.M65_white_viewL

Relativamente a botões, o Corsair M65 apresenta 8 deles, nomeadamente os botões de retrocesso, avanço e sniper mode na lateral esquerda e a scroll wheel, os dois botões para alteração de DPIs e clique esquerdo e direito na face superior. Em particular, os dois botões mais importantes do rato utilizam os switches OMRON D2FC-F-7N, ou seja, a versão de 20 milhões de clicks da opção mais leve disponível no mercado. Apesar disso, devido à moderada dureza da shell, o clique não é de facto tão leve ao que estamos habituados de marcas como Razer, pelo que apesar dessa ligeira desvantagem, podemos prever uma mais longa resistência ao problema de double click associado aos switches OMRON.

Quanto aos botões da lateral, não seria de estranhar que os mesmos também trouxessem o mesmo tipo de switches, dadas praticamente as mesmas características que o M1 e M2, e a isso, ainda haverá a acrescentar a sua solidez (ou falta de folga) e material utilizado, nomeadamente, no “retroceder” e “avançar” um material muito idêntico ao plástico das laterais da shell e, no sniper mode, plástico glossy, sem os mesmos problemas de desgaste do botão homólogo do Corsair M60.

A contrastar em certos pontos, temos os botões de alteração de DPI que se fazem sentir muito mais pesados, a qual foi uma escolha muito feliz por parte da Corsair, dada a susceptilidade a cliques acidentais, tendo em conta o seu posicionamento.

Ainda entre estes botões, temos o indicador de DPIs com 3 leds, afim de identificar os diferentes níveis que podem ser definidos via software.

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Por último, sobre a scroll wheel podemos indicar que as suas laterais são metálicas e que a parte onde o dedo assenta tem uma aplicação de borracha, marcada na sua totalidade por sulcos. Sendo esta uma das “novas” séries da TTC, podemos contar com uma longa longevidade e um feedback com steps claramente demarcados e uns muito próximos dos outros.

Agora quanto a pormenores mais acessórios, é de notar que a Corsair optou por nos trazer um cabo sleevado, o que geralmente acrescenta bastante durabilidade ao rato, uma vez que cabos de borracha tendem a causar problemas de ligação por volta dos dois/três anos de uso. Referir também o formato invulgar dos skates, que apesar de tudo, concentra pormenores muito interessantes, como por exemplo ausência de limites em relevo à volta dos mesmo, o impede que sujidade se acumule nessa zona e que o deslize do rato perca a sua suavidade.

No que toca ao peso, por base, o rato faz-se bem sentir na mão do utilizador com umas imponentes 167 gramas (cabo incluído), mas o mesmo pode ser ajustado com os pequenos pesos na base, cada um com um valor de 4 gramas, ao qual acresce a “tampa” de cada um deles com 2 gramas cada uma.

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Uso e Desempenho

Em termos da forma do rato, de facto, a lateral alongada é capaz de ser causadora de problemas a alguns utilizadores. No meu caso, fui incapaz de o utilizar tanto em claw como em palm grip. Fingertip grip surgiu como alternativa, mas mesmo assim, a distribuição de peso fez-se sentir um algo estranha, pelo que acabei por ter que remover os dois pesos mais subidos. Assim o rato tornou-se bastante mais agradável e natural de manusear, no entanto, para quem tem mãos reduzidas, é capaz de se sentir um bocado estranho por estar a utilizar um rato em fingertip, quando a largura do mesmo é tão significante em comparação com muitos outros equipamentos.

Fora esta situação, com um pouco mais de imaginação, o rato é bem capaz de se tornar confortável, nomeadamente em claw grip, com a mão bem em cima do rato e sem tocar com o pulso na mesa, empurrando os dedos bem mais para frente para cima do final dos botões M1 e M2. Não obstante, deste modo os botão de retrocesso torna-se quase inacessível, não acontecendo o mesmo com o de avanço e de sniper mode.

Quanto a performance, infelizmente, apesar do salto qualitativo de sensor face ao Corsair M60, o Corsair M65 apenas traz um sensor laser A9800, o qual foi quase abandonado por fabricantes que ocupam as gamas mais altas deste mercado, devido a problemas palpáveis de aceleração, os quais se traduzem em inconsistências para aqueles que levam o jogo mais a sério. Ainda assim, para aqueles que jogam casualmente títulos que não requerem grandes especificidades em termos do movimentos, nem movimentos bruscos, este rato servirá para qualquer um dos interessados, pelo menos em termos de performance, dado que encontramos um sensor com um tecto alto de número de DPI (8200 DPI) e uma ausência de problemas como skip de pixels e inconsistências em superfícies multi-colores.

Software

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Considerações Finais

O Corsair M65 chegou ao mercado como um sucessor do M60 e, apesar da melhoria geral de qualidade, o mesmo falha em se posicionar com qualquer tipo de vantagem, face a alternativas de outras marcas que ocupam o mesmo lugar na tabela de preços.

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Por 55€, podemos facilmente encontrar alternativas com melhor sensor em qualquer loja portuguesa, bem como com uma shape bem mais afável à mão do utilizador comum.

Como tábua de salvação para este mouse, temos muitas escolhas inteligentes por parte da marca em questões de menor importância. Exemplos dessa perspicácia são os materiais utilizados tanto no topo do rato como nas laterais, botões bem sólidos e de feedback agradável, design astuto dos skates, cabo sleevado e scroll wheel de qualidade bem acima da média.

Infelizmente, o Corsair M65 assume-se como uma opção para um nicho muito fechado do mercado, pelo que não o podemos recomendar à maioria dos consumidores.

A ZWAME agradece à Corsair a disponibilidade do equipamento para análise.

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