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Microsoft Professional Developers Conference 2010

Decorreu nos dias 28 e 29 de Outubro, no Campus Empresarial da Microsoft em Redmond nos EUA. A sessão inaugural foi presidida pelo CEO Steve Balmer e Bob Muglia, Presidente da Divisão Servidores e Ferramentas Empresariais da Microsoft.

Todo o evento foi direccionado para os programadores com inúmeras sessões mas iremos concentrar-nos na conferência de abertura porque além de marcar o início dos trabalhos também serve para mostrar onde estão e para onde querem ir nos principais domínios. Podem ver as conferências no site.

Dificilmente o CEO não vê o futuro cor-de-rosa. Uma nova era é uma frase forte mas sem dúvida que novos desafios se colocam tanto à Microsoft como a outras empresas que as faz avançar noutros caminhos. E a Microsoft tem feito isso e vai continuar a fazer. Apesar de toda a crise, os resultados financeiros no último trimestre falam por si. Temos uma Microsoft finalmente com todas as suas armas no lugar certo.

Com a imagem acima é facil de ver o caminho escolhido pela empresa. A plataforma PC com o Windows 7, smartphones com o Windows Phone 7, jogos com a Xbox e a cloud com o Windows Azure. Tudo isto combinado com o Internet Explorer 9 e uma aposta clara no standard HTML5.

Aqui podemos ver de onde surgem os resultados financeiros tão positivos. O Windows 7 vendeu num ano 240 milhões de cópias com 88% das empresas a fazerem o upgrade. É bom frisar que muitas delas saltaram a geração anterior, ou seja, não fizeram a actualização para o Windows Vista. E as previsões de novos computadores para 2011 é de 409 milhões, o que dá uma gama gigantesca de potenciais clientes do Windows 7.

Ninguém vai ter que lembrar o que são standards à la Microsoft enquanto se lembrar do Internet Explorer 6. Várias demos foram apresentadas. Apesar de estar em versão beta o IE9 está muito rápido e permite aproveitar a aceleração da placa gráfica. As análises têm sido bastante positivas pelo que vai ser interessante acompanhar a guerra da evolução dos vários browsers. Podem testar várias demonstrações no site IE Test Drive.

Dois exemplos de sites que aproveitam todas as funcionalidades disponíveis.

Windows Phone 7

É a nova estrela da companhia e onde a Microsoft aposta as fichas todas na luta com o Android e iOS. Confesso que nunca pecebo muito bem as publicidades da Microsoft – lembram-se do spot publicitário com o Bill Gates e o Seinfeld? – mas apesar disso as qualidades parecem estar lá. Como ainda não testámos qualquer dispositivo não podemos adiantar muito mais. Quem foi à PDC ganhou um Windows Phone 7 e pelos vistos todos os empregados da Microsoft vão também ter um.

O piscar de olhos aos programadores de modo a que desenvolva aplicações para o Windows Phone 7. Como já dissemos algumas vezes, neste momento a luta é entre 1000 aplicações para Windows Phone 7, 100.000 para Android e 300.000 para iOS. A primeira barreira a transpor é aumentar o número de aplicações para que isso não pese no momento de decidir a compra contra a Microsoft. E neste momento esse peso existe.

Foi demonstrado o Kindle para o Windows Phone 7. Parece excelente.

Cloud Computing

A Microsoft perdeu algum tempo até ter as coisas em marcha mas é a empresa que mais tem a ganhar devido aos seu domínio nos computadores pessoais. A ideia é muito simples para utilizadores domésticos e empresas. Esqueçam onde têm os vossos dados. Eles estão sempre disponíveis e em segurança. Pelo modelo da Microsoft foi difícil dar esses passos já que vai sempre entrar em conflito com os interesses no computador de secretária mas qualquer pessoa com uma conta Windows Live tem mail, aplicações e espaço no SkyDrive para uma série de coisas. A mesma lógica se aplica a empresas e com algumas propostas a preços muito baixos. O Office 365 é um bom exemplo.

A PaaS ou Plataform as a Service tem as vantagens enumeradas na coluna da direita da imagem acima. No entanto, falta ali um pequeno pormenor. Custa dinheiro. A questão é se o custo é possível para a empresa ou programador em causa. As vantagens são sem dúvida fáceis de perceber mas acaba tudo na questão dos números.

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