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Jide Remix Mini: Android em Desktop

Performance

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Esta é a secção do artigo em que mostro os benchmarks que efetuei no Jide Remix Mini e onde vão poder ver que o processador e o GPU são demasiado fracos para um sistema desktop.

Começando pelos benchmarks de browser. Mais especificamente o Kraken que é um benchmark só de várias funções de javascript. Quando menos tempo melhor. Podemos ver que neste benchmark ele é equivalente ao Moto G de 2013. O problema é que o Moto G é um telemóvel e é usado apenas como tal e o Jide Remix Mini é um PC. Sites mobile não são o grande problema. A questão é quando se vê sites de desktop mais ou menos pesados em que o Remix Mini demora vários segundos só para o loading inicial e demora muito mais para acabar de renderizar a página.

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Em seguida testei o Google Octane, mais um benchmark dentro do browser e também de javascript. Aqui ele é um pouco melhor que o Moto G, mas pouco. Fica longe (quase metade) de um Nexus 5, que não é um desktop. Estes benchmarks sobrecarregam o processador do Remix Mini e não se consegue ter uma boa experiência no Google Chrome por culpa do hardware.

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O WebXPRT é também um benchmark de browser, mas mais complexo que os últimos dois que vimos aqui neste artigo. Além de javascript, usa edição de imagem, apresentação de gráficos, entre outras coisas para simular o que se pode encontrar pela internet fora a nível de websites. Mais uma vez ele fica ao nível do Moto G de 2013 e menos da metade do Nexus 5. Ao correr este benchmark nota-se perfeitamente que ele tem dificuldade em abrir sites um pouco mais complexos, pela demora ao apresentar os vários componente que se está a testar.
A nível de broswer a performance é má e é uma pena porque provavelmente o Google Chrome é o programa mais usado dentro do Remix Mini.

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Partindo para benchmarks que estão na Play Store. O primeiro é o Basemark OS II, que faz diversos benchmarks a nível de Android.
Neste gráfico um benchmark ao sistema em que o Remix Mini fica um pouco à frente do Moto G, mas não por muito. Fica longe do Nexus 5, infelizmente.

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O seguinte teste é sobre a velocidade da memória Ram e este é o primeiro benchmark em que o Remix Mini consegue ganhar em relação aos outros dispositivos.
Penso mesmo que o problema do Remix Mini está no SOC, como o seu CPU e GPU. Tanto a quantidade como a velocidade da memória RAM é razoável.

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Em seguida no Basemark OS II temos o teste aos gráficos do Jide Remix Mini e os resultados são desanimadores. O GPU é uma Mali 400 só com dois cores e a lentidão nota-se. Tudo o que seja cenas 3D mais pesadas os frames por segundo caem a pique. Fica longe do Moto G e do Nexus 5 fica a uma eternidade.

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Depois temos aqui o benchmark ao browser e coloquei este gráfico apenas porque o leitor podia-se perguntar pela razão da falta dele. O teste nesta secção falha e não chega a iniciar por isso o resultado é inválido.

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O resultado Global é muito baixo do Basemark OS II, mas temos que ter em conta o resultado inválido do benchmark web. Mas mesmo se o resultado web fosse válido o resultado global seria baixo e bastante desanimador. O processador e o GPU são demasiado fracos para um desktop.

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Partindo para outra aplicação de benchmark, o PCMark. Primeiro a navegação web. O Remix Mini fica atrás do Moto G e do Nexus 5, mas aqui não fica a uma distancia tão grande. Para um desktop o resultado continua a não ser bom.

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O benchmark a seguir é o teste sobre a reprodução de vídeo e aqui apesar de perder para o Moto G e Nexus 5, fica bastante perto. Penso que a reprodução de vídeo é aceitável neste dispositivo.

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Este é o benchmark sobre escrita no eMMC do Remix Mini. Mais uma vez perde, mas mais uma vez no PCMark ele não fica longe. Penso que não é pela storage do Remix Mini que o dispositivo é lento.

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Em edição de fotografia o Remix Mini fica em último lugar dos quatro dispositivos aqui apresentados. Mais uma vez consegue-se perceber ao correr esta parte do benchmark que o processador não dá para mais e que é bastante lento.

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Por último, no PCMark temos o desempenho de trabalho, em que mais uma vez o Remix Mini perde para o Moto G e para o Nexus 5, não ficando muito longe, mas tendo em conta que ele é um desktop, o resultado é pobre.

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O benchmark seguinte é o Geekbench 3, que efetua cálculos de números inteiros e de virgula flutuante aos processadores. O resultado não é mau de todo. Ele fica em segundo lugar nos quatro dispositivos aqui apresentados, mas para um desktop ele devia ficar em primeiro lugar e distante dos outros. Mas não. Este é um SOC que num telemóvel seria apenas mediano, mas num desktop é fraco.

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Em seguida temos o famoso 3DMark para testar os gráficos do Remix Mini. O Remix Mini só tem capacidade para correr o teste mais simples do 3DMark, o Ice Storm. O teste mais complexo o GPU não consegue correr. Além disso, no teste mais simples, ele foi o que apresentou piores resultados, tanto nos gráficos, que usa o GPU, como na física, que usa o processador.
Não contem jogar jogos 3D muito pesados. Ele não consegue e os frames por segundo são baixos.

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O último benchmark é o GFXbench que testa apenas a gráfica e os resultados aqui também são baixos, tanto no teste onscreen como no teste offscreen. Aliás ele tem o pior resultado entre os quatro. Está confirmado, o GPU também é demasiado mau para um desktop.

Conclusão

Vou dividir esta conclusão em duas partes. Uma sobre o dispositivo em si, o Jide Remix Mini e o seu hardware e outra sobre o RemixOS, que é a parte do software.

Começando pelo Remix Mini e seu hardware. Este PC por fora é interessante. É muito pequeno, consome muito pouco, tem um processador ARM quad core e é 64 bit. A nível de input e output tem as ligações básicas, apesar de ter tido problemas com a porta de rede, o resto tudo funciona bem. O problema do Jide Remix Mini está no seu SOC, o coração do computador e o que importa mais a nível da sua performance. O processador pode ser quad core e 64 bit, mas se o core for muito pequeno e fraco, essas características não servem de nada. Indo direto ao problema. O SOC é demasiado lento. O CPU é lento e o GPU sendo uma simples Mali 400 com dois cores também é extremamente lento, sendo muitas vezes mais lento que dispositivos antigos e virados para o mundo móvel. O problema do Remix Mini é que é um desktop e não um telemóvel. Quando se tenta usá-lo como desktop, tendo vários programas abertos e usando-os ao mesmo tempo, ele simplesmente quase que bloqueia com a lentidão. Tudo fica muito lento.

Em relação ao RemixOS, o sistema operativo com aplicações Android, penso que a análise é muito mais positiva. As modificações feitas permitem usar Android como se fosse um sistema operativo para desktop. O importante está feito. Ele funciona como um desktop e até é difícil aperceber-nos que a base é um sistema operativo para o mercado móvel. Até as aplicações, a maior parte das que testei funcionam bem. Todas instalaram sem problemas e apenas algumas não funcionaram dentro de uma janela. Existe a questão que as aplicações não foram pensadas para serem usadas num desktop. Por exemplo aplicações com scroll horizontal, mas esse problemas só poderão passar se Android começar a ser usado em mais produtos desktop. A minha análise do RemixOS é muito mais animadora e a partir de hoje (12/01/2016) é possível experimentar o RemixOS num PC x86, desde que se tenha uma pen de 8 GB e que o computador faça boot por Usb. Fica aqui o link.

Em conclusão, o hardware é demasiado fraco e não aconselho a nenhum Power User, mas o software é muito interessante. Uma das questões é ver se a Google em próximos Androids vai seguir o mesmo caminho.

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