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Análise OCZ Trion 150: TLC a 15 nm

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Introdução

O mercado de armazenamento, ultimamente, tem dado que falar e tudo por culpa do SSDs, dispositivos que estão a mudar a forma como os utilizadores usam um computador. Isto acontece devido à melhoria de performance, em todos os sentidos, entre os antigos discos mecânicos e os atuais SSDs.
Esta parte do mercado, os SSDs, está ao rubro e quase não passa um dia em que não haja o lançamento de um novo SSD. Alguns competem pelo topo de mercado, com novos interfaces (PCI-Express por exemplo) e cada vez melhor performance, outros lutam pelo preço mais acessível, em que o interface continua a ser SATA, mas com preços cada vez mais baixos, que faz com que os SSDs estejam mais acessíveis ao bolso de cada vez mais pessoas.
É neste segmento de mercado, onde o preço mais baixo é o mais importante que se insere este novo produto da OCZ, o Trion 150.
Ele não é um SSD completamente novo, mas sim uma evolução do Trion 100, que também efetuamos uma análise aqui na ZWAME.
Muitos aspetos foram mantidos, mas como vão ver a OCZ tentou criar um SSD que continuasse a ser muito melhor que um disco rígido, mas que ao mesmo tempo conseguisse ter o preço mais baixo possível, sem descurar a qualidade.

Especificações versão 240 GB e 480 GB

Capacidade Útil 240GB e 480GB. Disponível também em 120GB e 960GB
NAND Toshiba A15 nm Triple-level cell Cell (TLC)
Controladora Toshiba
Interface Serial ATA (SATA) 6Gb/s (SATA III)
Leitura Sequencial 550 MB/s
Escrita Sequencial 520 MB/s na versão 240GB e 530 MB/s na versão 480GB
Leitura Random IOPS 90,000 IOPS
Escrita Random IOPS 43,000 IOPS na versão 240GB e 54,000 IOPS na versão 480GB
Tempo de vida Escrita de 55GB/dia durante 3 anos na versão 240GB e 110GB/dia na versão 480GB
Encriptação Nenhuma
Consumo Idle: 0,830W Ativo: 4,8W Devslp: 6mw
Garantia / Suporte Garantia 3 anos ShieldPlus, Suporte grátis, Firmware updates
MTBF 1,5 milhões de horas
Dimensões 100 x 69.85 x 7 mm. Formato 2,5”
Peso 48g
Software incluído Nenhum
Acessórios incluídos Nenhum

Aqui ficam as especificações do OCZ Trion 150. Pouco mudou em relação ao Trion 100. A grande diferença é o uso de NAND TLC planar de 15nm Toshiba.
A memória NAND utilizada hoje em dia em SSDs pode ser SLC, MLC ou TLC. SLC tem uma endurance muito boa e uma performance fantástica. Só é escrito um bit por célula o que faz que esta NAND seja muito cara. A endurance é tão boa que até no mercado empresarial só é usado em aplicações que só implicam escrita e com quantidades enormes por dia (10 escritas totais do disco por dia). SLC está a desaparecer do mercado. A memória NAND mais comum é MLC, em que escreve dois bits por célula. A endurance é menor, mas razoável para a maioria dos workloads, mesmo no mercado empresarial. A performance é menor que SLC, mas continua a ser muito boa, permitindo mesmo ultrapassar o que é usável em interface SATA. O Trion 150 é TLC, em que é escrito três bits por célula. A performance em leitura não é má, mas a escrita é mais fraca. A endurance também é menor, mas para o mercado doméstico é considerado seguro. O preço de TLC é mais baixo e continua a descer. O Trion 150 apresenta-se no mercado com um preço de combate e é nesse segmento mais baixo que ele se insere.
A NAND também pode ser planar ou 3D. O Trion 150 usa memória planar, em que as células ficam dispostas num plano horizontal ou 2D. Este não é o processo mais barato e as empresas de memória NAND estão a transitar este ano para NAND 3D, sendo que a Samsung já comercializa SSDs com NAND 3D TLC. Com NAND 3D são dispostas várias camadas de chips NAND, tornando cada chip com totais de bits muito elevados e faz descer ainda mais o preço. A Toshiba, dona da OCZ já tem NAND 3D em testes. Provavelmente um futuro Trion usará NAND 3D e os preços vão continuar a descer.

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O Trion 150 está disponível em quatro modelos. 120, 240, 480 e 960 GB. Para análise temos as versões de 240 e 489 GB. Para disfarçar a menor performance em escrita da NAND TLC, ele emprega alguns truques. Existe uma cache RAM usada directamente pela controladora e uma parte da NAND funciona em modo SLC. Assim, as escritas são primeiro escritas para memória RAM, depois para células em modo SLC, só com um bit por célula e só depois a informação é sincronizada para a NAND TLC.

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Em modo sequencial, leitura e escrita este SSD chega aos limites do interface SATA, conseguindo sempre valores superiores a 500 MB/s. Em trabalho aleatório de escrita a performance também é muito boa, conseguindo 90 mil IOPS. Em escrita a performance é menor, 43 mil IOPS, mas este valor é muito superior a qualquer disco mecânico e para o mercado em que ele se insere, não vejo os utilizadores a notarem esta menor performance.

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Da controladora não se conhecem muitos detalhes. É uma controladora proprietária da Toshiba no entanto. Este é um produto que podia ter a marca Toshiba, mas adquiriu a OCZ e mantem a marca para os seus produtos vendidos directamente ao público. Os tempos pré Toshiba, com os problemas de qualidade que a antiga OCZ teve ficaram no passado e os produtos vendidos actualmente não têm mostrado problemas de fiabilidade como tem sido visível no teste de longa duração que temos em curso.

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Os novos SSDs da OCZ dispõem de 3 anos de garantia, com o programa ShieldPlus, em que não é sequer preciso uma prova de compra e em caso de RMA é enviado primeiro um SSD novo para o cliente e só depois, com as tarifas já pré-pagas o cliente precisa de enviar o SSD avariado.
O consumo mantém-se do Trion anterior, com um consumo moderado nos 4,8 W em load e 0,83 W em idle. Ele também suporta Devslp, em que o SSD nesse estado consome apenas 6 mw.

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A nível de durabilidade ele também continua muito aceitável. A durabilidade aumenta consoante o aumento do tamanho do SSD. Na versão 240 GB, pode-se escrever 55 GB por dia durante 3 anos e na versão de 480 GB pode-se escrever 110 GB por dia durante os mesmos 3 anos.
A OCZ não revelou os tamanhos da RAM e da cache SLC, mas informou que quanto maior o SSD, maior o tamanho da RAM e da cache SLC.
O preço actualmente está nos 30 cêntimos por GB. Este é um preço fantástico e é neste ponto que este SSD é muito atractivo.

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Desta vez decidi abrir um dos SSDs, o de 480 GB e tirar fotos. Da parte virada para cima temos a controladora com uma pasta para dissipar o pouco calor que produz. Por cima da controladora temos a memória RAM, que varia consoante o tamanho do SSD e do lado esquerdo temos 8 chips de 256 Gbits de memória NAND TLC planar. Ao contrário do que se podia esperar, o PCB ocupa toda a área do disco 2.5 polegadas. Muitos SSDs actualmente têm um PCB mais pequeno que as 2.5 polegadas, porque conseguem ter menos chips NAND. Normalmente mais chips é bom a nível de performance (mais canais) mas pior a nível de preços. No entanto neste SSD a OCZ consegue ter preços muito baixo apesar de usar muitos chips.

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Da parte de baixo temos mais 8 chips NAND TLC planar. Ao todo temos 16 chips NAND o que é bastante surpreendente. Estava à espera de menos chips e de um PCB mais curto. Provavelmente isso só será conseguido quando a OCZ utilizar 3D NAND.
Os mais atentos vão notar que 16 chips de 256 GBits dá ao todo 512 GB e não os publicitados 480 GB. Parte da NAND que sobra é usado como SLC cache e para over provisioning, para aumentar ainda mais a durabilidade deste produto.

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