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Pentium G4560 – Agora com Hyperthreading

Foi à cerca de um mês que a Intel lançou a sua 7ª geração de processadores Core i, baseados na nova arquitectura “Kaby Lake”. Esta arquitectura marca, pela primeira vez em 10 anos, uma quebra na cadência que a Intel baptizou de “tick-tock”, oficializando a crescente dificuldade de encolher transístores.
Pela cadência antiga, estes Kaby Lake seriam a transposição da anterior arquitectura para um novo processo de fabrico. Na verdade, não são mais do que o que a Intel chama de uma “Optimização” da arquitectura e processo, mas nos mesmos 14nm. Na prática isto resultou em processadores muito idênticos aos anteriores, em performance e características.

Do lado do processador, não há qualquer novidade tecnológica e a performance por ciclo de relógio é semelhante à geração anterior, com os (parcos) ganhos de performance dos novos modelos a serem obtidos graças a ligeiras subidas das frequências de funcionamento.
O IGP também usa a mesma arquitectura e configurações gerais da geração anterior, com a performance gráfica a ser, também semelhante. Houve, no entanto, uma área do IGP que sofreu actualizações importantes: o hardware de função fixa responsável pela codificação e descodificação de vídeo suporta agora os codecs VP9 e HEVC 10-bit a 100%. Além disso, foi introduzido suporte à tecnologia de DRM por hardware PlayReady 3.0, necessária para habilitar a reprodução de video que a exija. O serviço de stream Netflix já o faz, para o conteúdo em resoluções 4K. É provável que outros se sigam, no futuro.

Paralelamente aos novos processadores, a Intel introduziu novos chipsets, com os novos Z270, H270 e B250 a substituirem os anteriores Z170, H170 e B150. A entrada de gama continua a ser assegurada por boards baseadas no chipset H110.
Estes novos chipsets são, à imagem dos CPUs, pequenas evoluções, introduzindo suporte oficial a memória DDR4-2400 (versus 2133, dos anteriores), algumas linhas PCIe extra e suporte à tecnologia de memória Intel Optane. Esta última aparenta ser uma evolução da tecnologia de caching Intel SRT.
De notar que os novos CPUs deverão ser suportados por qualquer motherboard baseada  em chipsets da anterior série “100”, sendo apenas requerida uma eventual actualização da BIOS.

Este foi, assim, um lançamento algo insosso, no que a arquitectura e tecnologia diz respeito. Para compensar, a Intel reservou um par de surpresas para a constituição da sua gama.
A primeira foi a introdução de um i3 com multiplicador desbloqueado, o i3 7350K. Isto era algo que a comunidade entusiasta já pedia há muito tempo e, à primeira vista, este CPU parece corresponder às expectativas, com diversos exemplares a conseguirem frequências a rondar os 5GHz, produzindo resultados impressionante para a sua gama pelo caminho. Na prática, o seu preço e necessidades especiais (motherboard “Z”) acabam por fazer dele mais uma curiosidade do que uma verdadeira opção para a maioria dos utilizadores, que por valores semelhantes têm acesso a máquinas baseadas em CPUs quad-core nativos.
A segunda surpresa foi anunciada com menos pompa, mas acaba por ser mais interessante. Trata-se da introdução da tecnologia Hyper-Threading na gama Pentium, dando-lhe o potencial de atingir níveis de performance semelhantes à gama i3, por cerca de metade do preço.
E é precisamente um destes novos Pentium que temos hoje em análise. Especificamente, o elemento mais acessível da gama, o Pentium G4560.


Nas próximas páginas vamos tentar perceber se este processador confirma o estatuto de rei da entrada de gama.

 

Unboxing, O Teste
Benchmarks
Efeito da memória, Efeito do Hyperthreading
Considerações finais

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