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Apresentação AMD Mobile Pré CES 2019

2ª Geração Ryzen Mobile com gráficos Vega

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A AMD, na CES, vai apresntar a sua 2ª geração de Ryzen APUs para portáteis.

Na 1ª geração de Ryzen Mobile vimos a AMD ter uma entrada um pouco “discreta” neste mercado de portáteis, com processadores de 15 W “U” a 14 nm. Este lançamento, um pouco limitado, foi um pouco um “testar das águas”. Agora, na 2ª geração, querem expandir a sua gama de processadores, para um mercado “Gaming” que usa gráficas dedicadas e processadores de 35 W e para um segmento mais barato, com o APU Athlon.

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Logo de inicio, a percebo-me que a AMD está bastante interessada nos clientes que têm portáteis algo antigos e que estão a pensar trocar para algo melhor.
A AMD, com dados da Microsoft, afirma que em média, um portátil tem uma vida útil de 4,8 anos e é com estes portáteis, da geração Intel “Haswell”/”Broadwell” que a AMD vai comparar e mostrar as melhorias conseguidas, com a sua 2ª geração de processadores Ryzen Mobile.

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Os primeiros benchmarks mostrados são a nível de produtividade, com aplicações como o 7-Zip, Office 2016 e Photoshop. Podemos ver que os novos Ryzen 5 e 3 têm melhorias de 60% comparados com portáteis com processadores Intel de 2015.

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No segundo slide podemos ver a mesma comparação a usar filtros do Photoshop, com aceleração da gráfica integrada Vega, onde os novos Ryzen são múltiplas vezes mais rápidos que processadores para portáteis Intel de 2015.
Podemos ver também que ele é um pouco mais rápido a nível de navegação Web e bastante mais rápido, a nível de responsividade, usando como base, testes do PCMARK 10.

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Aqui está um quadro do que a AMD acha que um novo portátil Ryzen de 2ª geração, consegue fazer, que um portátil antigo não consegue fazer.
Temos aqui duração da bateria de 12 horas em uso geral e 10 horas a ver video. Jogar com bons gráficos e fazer streaming a 4K. Standby e gestão de energia mais avançadas. Por fim, “Voice Wake”, seja lá o que isso for.
A meu ver, este slide é muito questionável, porque estas funcionalidades e valores são muito dependentes de portátil para portátil e não dependem apenas do fabricante do processador. Colocar tudo no mesmo saco, a meu ver, é bastante discutível.

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Finalmente, benchmarks com os novos Ryzen Mobile de 2ª geração. Aqui, podemos ver uma comparação entre o AMD Ryzen 5 3500U e o Intel Core i5-8250U a nível de produtividade, edição de media e browsing na Web. A nível de produtividade, são iguais, mas há alguns ganhos nas 2 outras áreas.

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Aqui temos uma comparação em jogos, entre o o AMD Ryzer 7 3700U e o Intel Core i7 8565U. A AMD ganhar nestes testes não é novidade nenhuma. A AMD sempre teve melhores GPUs integrados que a Intel. Se acontecesse o contrário é que seria novidade.

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Uma novidade para o ano de 2019. A AMD vai entrar no mercado de portáteis gaming, com gráficas dedicadas. Estes novos processadores têm um TDP de 35 W e têm a designação “H”.
Um exemplo de um desses portáteis é este ASUS TUF FX505DY. Ele poderá ter AMD Ryzen 7 3750H ou um Ryzen 5 3550H de 35 W e apesar de ter um GPU integrado, vem com uma gráfica dedicada AMD RX 560X com 4GB de VRAM. Outras boas especificações é ele poder levar até 32 GB de RAM, SSDs NVME e 1 disco 2, monitor Full HD com possibilidade de suportar Freesync.
Este é apenas um exemplo de um portátil “Gaming” com processadores Ryzen de 2ª geração com TDP de 35 W. A AMD afirma que haverá mais no mercado durante o ano de 2019.
Mera curiosidade. Achei interessante o apresentado ter afirmado múltiplas vezes, durante a apresentação, que este portátil é “muito bonito”. Gostos não se discutem.

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O slide mais interessante aqui para o fórum. Uma tabela com especificações. Vejo aqui algumas curiosidades:

  • Não só a AMD apresenta 2 processadores “H” com um TDP de 35 W, como expande de 2 para 5, os modelos “U” de 15 W, incluindo 1 Athlon. Isto é, existe uma maior variedade que poderá ser mais atractiva para as OEMs e para os Clientes. Além disso, há diferenças “vincadas” entre os modelos. Não é apenas uma diferença de “100 Mhz” que vemos por vezes na Intel.
  • Os processadores de topo com TDP de 15 e 35 W (Ryzen 7), têm um Turbo superior (4 Ghz) ao AMD Ryzen 5 2400G de Desktop, com um TDP de 65 W (3,9 Ghz). O clock base é bastante mais baixo, mas isso seria de esperar.
  • Os modelos dual core “só” têm 5 MB de L2+L3, ao contrário dos 6 MB nos modelos quad core. Mas isso são apenas os 512 KB de L2 dos 2 cores em falta. A proporção a nível de caches é a mesma.
  • Existe uma grande disparidade de GPU cores entre os modelos mais caros e os mais baratos. Se o GPU for importante para o cliente final, tem que ter bastante em conta esse detalhe.
  • Acho bastante curioso o AMD Athlon 300U, apesar de a AMD não ter falado dele na apresentação. Se repararem, ao contrário dos outros, o fabrico é a 14 nm. Parece-me que, apesar de ser considerado um APU de 2ª geração, não deve passar de um APU de 1ª geração “reciclado” para o mercado mais “value”.
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Para resumir, melhor performance, melhor consumo e mais “features”.

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Por último, devido a todas as melhorias do processador em sim e também devido à maior variedade de modelos, a AMD, com esta nova geração de Ryzen Mobile, tem mais 33% de “Design Wins” que a anterior geração. Veremos é se a qualidade desses “Design Wins” é melhor pois essa é o maior problema dos actuais portáteis com Ryzen Mobile.

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