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Universidade Northwestern desenvolve sensor flexível

Chamado de “eyeball camera” (câmera de globo ocular) e usa um design flexível, quer ao nível da lente, quer ao nível do sensor, para conseguir focar a imagem.

Inspirada no olho humano, esta tecnologia permite que a câmera faça zoom com uma lente simples, de um único elemento óptico. O mecanismo que faz mover os componentes, baseia-se em ajustes de pressão na superfície dos mesmos, utilizando apenas água. De forma a conseguir-se uma imagem focada, usa-se a hidráulica para coordenar as modificações em ambas as superfícies. A superfície do sensor, terá sempre que acompanhar a “superfície” da imagem, à medida que o zoom se altera.

A qualidade de imagem, segundo uma das pessoas envolvidas no projecto, poderá atingir a qualidade de estúdio. No entanto, um dos pontos chave é o tamanho. Actualmente ópticas com zoom e sensores planos, obrigam a desenhos complexos, com vários elementos distribuídos em múltiplos grupos, tornando complicado desenvolver câmeras pequenas. Mas o conceito desta câmera simplifica as coisas, fazendo com que esta seja muito pequena, o que poderá ser uma grande mais-valia em áreas como a endoscopia e cirurgia laparoscópica ou robótica. No futuro, quem sabe, poderão até funcionar na área da oftalmologia como substituto do olho humano.

Para as massas, esta câmera poderá vir a ser introduzida em telemóveis, ou quem sabe, poderemos vir a ter equipamento compacto, com qualidade profissional. Por enquanto, continuará a ser um protótipo.

Fonte: Northwestern NewsCenter “Better Than the Human Eye”

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