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Um olhar sobre o iMac com ecrã Retina 5K

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A Apple conseguiu criar um iMac com um ecrã que não tem concorrente e para espanto geral a um preço imbatível.

Mantendo o design conhecido do modelo anterior de 27” com uma traseira côncava em que nas estremidades tem apenas 5mm de espessura, o destaque vai inteiro para o fabuloso ecrã de 5K. Dito de outra forma, são 14,7 milhões de pixeis numa resolução de ecrã de 5120×2880 pixels. Para termos uma noção melhor da imagem que pode ser visualizada a Apple disponibiliza uma imagem.

Para terem uma ideia melhor da diferença de resolução basta pensar que o ecrã full HD tem 1920×1080 pixels. O iMac anterior tinha uma resolução de 2560×1440 pixels o que representa um aumento de 4 vezes em termos de píxels. O que me intrigou desde o início é como é que a Apple conseguiu ter um ecrã destes. Há especificações que têm sido modificadas tanto das portas HDMI como DisplayPort. A ligação dos Mac a monitores externos é feito por HDMI (nos modelos que têm esta saída) e por Thunderbolt que é retrocompatível com a entrada mini DisplayPort. Esta explicação é necessária porque um aspeto estranho é que apenas os modelos mais recentes com Thunderbolt 2 parecem ser compatíveis com modelos 4K, mas o iMac é 5K e se fosse simples deveríamos ter visto a Apple lançar um Monitor 4K ou mesmo 5K igual ao que equipa este iMac de modo a fazer upgrade ao monitor que tem disponível que tem apenas uma resolução de 2560×1440. O lançamento não aconteceu, poucos equipamentos da linha actual suportam 4K, o Mac Pro dirigido a clientes com grandes necessidades de processamento como sejam editores de imagem e vídeo têm que comprar monitores que não são Apple, no caso o único que têm à venda na Apple Store é da Sharp. É verdade que é de 32” mas retenham o preço à data do artigo que é de 3799€ que vamos voltar a ele mais adiante.

A Apple desenvolveu o seu próprio controlador já que não existe ainda um disponível no mercado. É esta a vantagem da Apple e mostra que continuam apostados na inovação. Será curioso ver se seguem o mesmo caminho e lançam um monitor pelo menos 4K para substituir o monitor actual ultrapassado no conector de alimentação e nas portas USB que são ainda 2.0. A questão é como resolvem a questão dos modelos com a primeira versão Thunderbolt. Vão ter um monitor que vai ser compatível com os Mac mais recentes.

Referir ainda que ao contrário dos modelos anteriores não é possível usar o ecrã deste iMac em target mode, ou seja usa-lo para mostrar a imagem de outro Mac.

Processador

Como habitualmente há duas versões. Um Intel Core i5-4690 e um Intel Core i7-4790K. Na tabela abaixo podem ver as diferenças.

Cores Threads Velocidade Turbo TDP Gráfica Integrada
Intel Core i5 Cores 4 Threads 4 3,5 GHz 3,5 GHz 84 Intel HD Graphics 4600
Intel Core i7 Cores 4 Threads 8 3,5 GHz 3,5 GHz 88 Intel HD Graphics 4600

O Core i5 não tem Hyper-Threading e tem velocidade de relógio mais baixo tanto base como o Turbo, partilham a mesma gráfica mas há uma diferença de 4W em termos de consumo máximo.

O processador não é soldado pelo que é possível ser mudado, no entanto essa tarefa não é muito simples. O ifixit tem um guia se tiverem coragem.

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Placa Gráfica

Além da placa gráfica incluida no processador a Apple tem uma placa gráfica dedicada, a AMD Radeon R9 M290X 2GB GDDR5 que pode ser substituida pelo mesmo modelo mas com 4GB de memória.

RAM

A Apple decidiu manter a possibilidade de os utilizadores fazerem o upgrade à memória RAM sem dificuldade. Existe uma tampa removível na traseira. Existem 4 slots de memória e a versão base vem com 2 ocupadas, cada uma com um DIMM de 4GB. Tipicamente a compra da memória fora da Apple costuma compensar pelo que a sugestão é comprarem com o mínimo de memória e depois fazerem o upgrade. No site da Crucial compram as memórias adequadas sem qualquer dificuldade. No momento em que escrevo este artigo compensa a compra na Crucial como é habitual. Os suspeitos do costume também têm um guia para o upgrade da memória RAM. Tenham sempre atenção à ranhura da memória. Retirem um dos módulos instalados para verem a orientação correta da memória e certifiquem-se que ficou bem encaixada.

Armazenamento

Teoricamente podem mudar o disco mas na prática é preferível comprarem o disco que preferem. Se trocarem o SSD devem perder o TRIM que pode ser novamente ativado mas é sempre mais uma preocupação.

Têm basicamente duas escolhas a fazer. Ou compram um disco mecânico com memória flash que a Apple chama de Fusion Drive ou compram um SSD. No primeiro caso apostam em capacidade de armazenamento e velocidade a cargo dos 128GB de memória flash, a outra opção é comprar apenas um SSD. A Fusion Drive é um bom compromisso mas a melhor performance está na solução SSD. Com estes dados vão ter que escolher. Com as portas USB 3.0 e Thunderbolt têm sempre a opção de ter outras soluções de armazenamento também rápidas pelo que a escolha é sempre pessoal.

Estes são os apsetos principais em termos de hardware. Ao contrário do Mac Mini aqui têm teclado e rato ou Trackpad.

Conectividade

Nada muda neste campo. Wireless com norma ac e as portas conhecidas dos anteriores modelos.

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Apple Care

Quando compramos um equipamento nunca estamos á espera que avarie. É verdade que a fiabilidade dos equipamentos é grande mas há sempre algum problema. A Apple com estes compromissos em termos de tamanho (estou a lembrar-me também dos portáteis finos) tem tido a sua quota parte de problemas em particular com as placas gráficas. O Apple care aumenta a garantia de 2 para 3 anos. Pode parecer pouco mas vale a pena pelo menos equacionarem se devem garantir o Vosso equipamento por 3 anos. O investimento é elevado pelo que no final os 179€ pedidos pela extensão da garantia pode bem valer a pena. O iMac avariado é um pisa papéis bastante caro.

Preço

Apesar do preço elevado este é um produto que acaba por ter que ser considerado barato atendendo ao ecrã que tem. O monitor 4K que referimos acima tem menos resolução mas tem mais 5”, mas custa mais 1100€ do que este iMac na sua versão base. A Dell anúnciou um monitor 5K que estará disponível em dezembro a cerca de 2500 dólares.

Portanto, é de facto surpreendente o preço pedido por este equipamento.

Comentário final

Para quem desejava ter um monitor de 27” retina para complementar o hábito do seu iPhone ou do seu MacBook Pro deixou de ter argumentos para não o ter. Quem adora fotografia e faz edição de imagem ou vídeo 4K tem aqui uma proposta muito tentadora. A Apple continua a inovar e consegue apanhar toda a gente sem resposta à altura no mundo dos All in One.

Se tiverem questões ou correções ou dúvidas podem sempre colocar no tópico de discussão do equipamento.

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