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Apresentação do Intel Xeon E7 v2

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Introdução

O mercado mudou. À uma década atrás tínhamos as empresas de processadores a lançarem os processadores o mais rápidos possíveis, esquecendo quase por completo a sua eficiência ou o seu preço.
O tempo do Pentium IV, em que a meta eram os 10 GHz.
A mudança veio com os processadores com mais que um core. O mercado virou-se para a portabilidade, onde a performance não é o mais importante.

Se a nível do mundo consumidor está a haver um choque entre ARM e x86, no mercado de servidores multi socket está a acontecer outro choque entre o mundo x86 e o mundo RISC, representado pelo POWER e SPARC da IBM e Oracle.

O mercado consumidor não é o único mercado onde se vendem processadores e existe o mercado servidor, onde é verdade que a eficiência é cada vez mais importante, mas no topo, onde reinam servidores com múltiplos sockets ainda há vida para um verdadeiro topo de gama. Algo que consome mais de uma centena de Watts, múltiplos cores, frequências altas e performance sem igual.

Este é um artigo que pretende introduzir a última arma x86 por parte da Intel para o mercado de topo a nível de servidores. Algo verdadeiramente imponente.

Visão geral deste mercado

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Primeiro que tudo, temos que perceber onde são utilizados estes processadores. Eles não são usados para o trabalho comum, pelo menos não de uma forma isolada.
Existem alguns segmentos de mercado onde um sistema como este, com quatro ou mais sockets, faz sentido. Estas áreas são de bases de dados, nas suas diferentes formas, mas em que o tamanho da base de dados é enorme, processamento científico, especialmente em super computadores e virtualização, onde a máquina é particionada em múltiplos sistemas.

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Como podemos ver neste gráfico, este tipo de sistemas encontra-se no topo da escala a nível de servidores. Não quer dizer que não possa ter serviços mais leves, especialmente quando se trata de virtualizar e colocar varias centenas e mesmo milhares de máquinas sobre o mesmo telhado.

Competição e evolução deste mercado

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Neste segmento de mercado a Intel tem actualmente dois principais competidores, o POWER da IBM e o SPARC da Oracle, que historicamente lideram o segmento de servidores com mais de 4 sockets.
A Intel nota que este mercado cada vez mais está a confluir para um standard x86 nos últimos anos.
É no entanto de realçar que os gráficos mostrados pela Intel são apenas para servidores de 4 sockets e não para cima disso, onde tenho a certeza que o mundo x86 ainda não é muito importante, mas a Intel afirma que vê desenrolar deste caminho para mercados superiores.

Um ponto que a Intel pouco falou é do Itanium, o seu mal amado processador onde foram investidos milhões e que tinha como função combater este segmento.
Por toda a conversa da Intel, penso que o Itanium não terá significativas evoluções. A aposta é no processador x86. Não está morto, mas está moribundo.

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Esta evolução do mercado x86 tem sido à custa de melhorias de hardware, não só a nível de performance mas também a nível de uptime. O software também tem contribuído, com melhorias profundas ao longo do tempo, não só com Windows, mas também com distribuições de Linux, que fazem com que cada vez mais o uptime de um sistema destes x86 seja igual a um servidor com processadores RISC.

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Face aos seus competidores, nesta altura Power7+ e o SPARC T5 que a Intel mostra que tem melhor performance com este produto Xeon E7 v2 a um preço mais reduzido.

Posicionamento do Xeon E7 v2 dentro da Intel

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A nível dos produtos Intel, o Xeon E7 posiciona-se quase no topo da tabela, sendo que fica abaixo do Itanium. Penso que é algo pouco realista, porque o Itanium tem morte anunciada e o verdadeiro trunfo da Intel para este mercado é o E7 no futuro.

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No entanto, a história do Xeon E7 v2 é algo estranha, como se pode ver neste diagrama.
O último E7 é baseado na plataforma Westmere, com o máximo de 10 cores e ainda fabricado a 32 nm. Pelo meio, devia ter existido um SandyBridge-Ex, no entanto a Intel decidiu nunca lançar este produto. Quem investiu no E7 de primeira geração não tem continuidade no investimento. A Intel quer emendar este ponto com o Xeon E7 v2, mas percebe-se que o caminho para lá chegar não tem sido fácil. Próximos compradores podem ter medo que novas versões possam ser canceladas, quando a Intel promete que a plataforma usada no v2 será a mesma durante três gerações.

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