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AMD Radeon HD 6900 Series – Preview

Introdução

Antes de descrever e analisar esta nova séria de gráficas da AMD, quero deixar claro alguns pontos, para que todos percebam o melhor possível esta “nova” geração de GPUs. Aqui ficam alguns pontos:

1.  Antes de tudo, referir que esta preview é apenas baseada no pdf enviado pela AMD e que este em NDA até agora. Não tive qualquer oportunidade de testar o hardware “real” e por isso esta análise é um pouco teórica e baseada na informação dada pela AMD, que mostra apenas um ponto de vista. Seja como for, vou tentar ser o mais equilibrado possível nesta análise.

2.  Um ponto muito importante. Tanto a nVidia GF110 como a AMD Cayman (nome de código deste GPU) são baseados no mesmo processo de fabrico da geração anterior: 40nm.

Devido a este facto é um pouco complicado afirmar que estes são “novos” GPUs, pois normalmente um salto a nível de arquitectura ou de performance, está ligado a um salto no processo de fabrico.

Por isso penso que se pode ver estes novos GPUs de duas formas. Ou são GPUs em que as duas empresas tiveram tempo em “afinar” a arquitectura ou, visto de outro ponto, deviam ser os GPUs que deviam ter saído à uns meses atrás.

3.  Ainda ligado a este último ponto, um pouco de história. Tanto a nVidia como a AMD fabricam os seus GPUs via uma empresa externa que é a TSMC. A TSMC teve sérios problemas com o processo de fabrico a 40 nm, que se pensa estarem resolvidos nesta altura. Pelo roadmap original desta empresa, deviam estar a começar a fabricar chips a 32 nm.

O problema é que o processo de fabrico a 32 nm, em testes, estava a correr muito mal. Tão mal, que a TSMC desistiu simplesmente do fabrico a 32 nm e vai saltar no futuro, directamente de 40 nm para 28 nm. Ainda se está para ver como este salto vai ocorrer.

4.  Devido a estes factos, tanto a nVidia como a AMD tinham outros planos no roadmap para os finais deste ano, que tiveram que ser completamente alterados.

Devido ao tempo que demora a arquitectar um GPU, esta adaptação não deve ter sido simples e penso que estamos a assistir a um salto muito menor do que seria esperado, se os GPUs fossem a 32 nm. Penso que é um dos casos em que quem fica a perder é o consumidor.

5.  Por último e sem fazer juízos de valor, a GF110 da nVidia é uma evolução sem grandes surpresas. Já esta série 6900 da AMD trás mais surpresas do que esperava, se tivermos em conta que podia ser um simples “refresh”.

Dito isto, vamos aos slides da apresentação da série HD 6900:

O primeiro slide, de apresentação, com um olho gigante. Nada para ver aqui.

Uma apresentação geral do que a AMD conseguiu até agora, sendo pioneira no DirectX 11, com uns milhões de gráficas vendidas e centenas (???) de jogos que suportam eyefinity.

Mas o que acho mais interessante neste slide é dizerem que a 5970 é a gráfica mais rápida do mercado, quando não é esse produto que está em questão nesta apresentação. Dá a ideia de alguma falta de confiança na 6970.

Mais um slide importante, onde temos as estatísticas do steam, onde podemos ver que a maior parte dos gamers ainda usa placas DirectX 10.

Na opinião da AMD, esta é a altura para mudar para DirectX 11, mas por vários motivos, como o software nunca conseguir acompanhar o hardware, existirem muitos jogos que são apenas ports de consolas com 5 anos, muitas pessoas não vêm necessidade em mudar. Penso que esta mudança vai ser progressiva e só quando as pessoas sentirem necessidade para tal.

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