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Gigabyte X299 AORUS Gaming 9

Overclock

Sendo este um CPU emprestado, não nos aventuramos em demasia na perseguição de Hz e limitámos-nos a ver quanto conseguíamos tirar de 1,2V de Vcore.

Os 4,6GHz obtidos parecem-nos, de qualquer maneira, muito respeitáveis.
Tentámos os 4,7GHz, que aparentavam estabilidade no windows e em tarefas mundanas, mas em testes de stress (Prime95) o sistema acabava por ir abaixo, pelo que nos ficámos pelos 4,6GHz para os testes.

Com overclock, e porque utilizámos uma solução de arrefecimento liquido AIO, monitorizámos a temperatura dos VRMs, de modo a verificar o quão afectadas seriam pela ausência de circulação de ar.
Apesar de o sistema estar montado numa benchtable aberta, durante os testes de stress, a temperatura dos VRMs chegou a rondar os 80ºC, uma temperatura algo elevada, mas longe de níveis críticos. Após a colocação de uma ventoinha directamente apontada à zona do socket, a temperatura estabilizou nuns bem mais confortáveis 66ºC.
Estes resultados levam-nos a crer que, numa caixa bem ventilada, esta motherboard não deverá ter qualquer problema de temperatura nos VRMs, mesmo com overclock.

No que diz respeito à memória, estes CPUs suportam oficialmente velocidades de 2666MHz, mas para isso é necessário que os módulos tenha essa velocidade configurada no SPD. Com o nosso kit de G.Skill Flare X, que tem a velocidade de 2400MHz programada no SPD, o sistema assumiu os 2400MHz por defeito, embora em dual-channel, visto apenas termos 2 desse módulos.
Com o nosso kit quad-channel Trident Z RGB apenas assumiu por defeito os normais 2133MHz.
Para compensar, o perfil XMP funciona na perfeição.

Basta que se active na BIOS ou na aplicação apropriada no desktop para termos 4 canais de memória DDR4 a 3600MHz.

Como curiosidade, fica aqui a progressão da largura de banda disponível de 2 para 4 canais e de 2133 para 3600MHz:

Dois canais a 2133MHz.

4 canais a 2133MHz.

4 canais a 3600MHz. 90GB/s é um número que impressiona.

Consumos

Para medir o consumo foi utilizado o mesmo medidor, a mesma fonte de alimentação e a mesma placa gráfica em todos os sistemas. Os valores obtidos são para o consumo total dos sistemas, na tomada.

Em repouso o consumo deste sistema pode ser considerado comedido, considerando o calibre do CPU e motherboard que constituem este sistema, particularmente se comparado com o 6700K, que emprega a mesma arquitectura, mas tem metade dos canais de memória e menos de metade dos núcleos. A Intel a demonstrar a sua habitual habilidade com o power gating. E é provável que a eficiência do circuito de alimentação da motherboard também mereça parte do crédito.
Com overclock o consumo sobe um pouco, devido à maior voltagem.

Em carga, temos um novo record, com este sistema praticamente a duplicar o consumo de um Ryzen 7 1700. Confirma-se que estes CPUs são bichos de grande sustento, quando trabalham.
O overclock puxa o consumo ainda mais, acrescentado praticamente 100W extra. Mas, enfim, são 10 núcleos a 4,6GHz.

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