Análises

Análise ao headset Mionix Nash 20

Em Detalhe

Começando por uma análise mais exterior, é de notar que toda a superfície do headset se encontra coberta por um coating de borracha bem implementando, na medida em que é homogéneo em toda a sua área, incrivelmente suave e de uma espessura considerável (ao contrário de alguns equipamentos com o mesmo tipo de coating, mas que quase deixam transparecer o plástico subadjacente).

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Atentando agora na headband vemos que na secção exterior superior se encontra presente o nome da marca e modelo do headset, com a mesma exata fonte, destaque e palete de cores que encontramos no branding presente no website e na caixa deste equipamento. A aplicação é feita em borracha e, como tal, conserva a textura e design leve do headset, mas fica imensamente sujeita ao desgaste ao longo do tempo.

Na zona inferior da headband temos o tradicional padding com tecido exterior de pleather. O enchimento de memory foam é bastante fofo ao toque, mas quando colocado o headset, notamos que a densidade se situa a um nível bem desejado. Quanto a detalhes e acabamentos, nada mais a apontar, todos os limites do padding, nomeadamente pontos de costura ou de colagem, encontram-se ocultos atrás do plástico.

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Ainda no que toca à headband, interessa salientar que a mesma, em concordância com o resto do headset, apresenta um design bastante minimalista e linear. Os únicos pontos que podem ser considerados como uma exceção a esta regra são as extremidades nas quais temos os parafusos (de cruz simples), os quais mesmo assim se encontram pintados de negro para não ressaltarem à vista.

Mais a baixo temos a zona de extensão que permite um acrescento de cerca de 2/2.5 cm de comprimento da headband. A implementação desta “funcionalidade” segue a norma de emparelhamento de uma lâmina metálica com guias plásticas de ambos os lados, permitindo deste modo com um bom compromisso de flexibidade e solidez.

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Relativamente às cups, a partir da observação do seu lado exterior, rapidamente reparamos que tanto de um lado como do outro temos o decalque muito simples do logótipo da marca. Atrás da cup direita encontramos o controlador de volume de baixo perfil, o qual apresenta um feedback muito suave, sem marcação de steps e sem qualquer tipo de folgas, requerendo cerca de duas voltas completas para ir de um valor nulo até ao nível máximo de volume. Voltando às cups no plural, na zona interior, as mesmas apresentam o mesmo tipo de padding utilizado na headband, trazendo assim um tecido exterior de pleather e o mesmo tipo de enchimento, fofo e com um bom nível de resistência. Ainda quanto às almofadas das cups, vemos que as mesmas apresentam um formato pouco usual, retangular com cantos arredondados, com cerca de 5.5 cm de largura e 7 cm de comprimento, o que permite espaço mais do que suficiente, mesmo para quem possa ter orelhas de tamanho bastante acima da média. Ao contrário da almofada da headband, estas têm as costuras bem vísiveis, tanto na dobra interior, como na junção à parte plástica da cup, no entanto as mesmas parecem estar impecávelmente feitas.

Ainda dentro do assunto das cups, é importante notar que as mesmas possuem um alto grau de mobilidade. Quando nos restantes headsets do mercado é usual apenas haver a possibilidade de fazer tilt das cups em torno de um só eixo, nos Nash 20 conseguimos fazê-lo em torno de qualquer eixo, em qualquer sentido ou direção, com uma amplitude de 10º.

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Passando agora ao microfone, a Mionix optou por uma implementação direta, uma haste inflexível, que apenas se move da posição onde está recolhida, até à posição de uso, 130º abaixo, tudo com um movimento e deslize suave, linear e sem qualquer folga. A captação e qualidade do áudio captado não merece qualquer crítica tendo em conta o setor de preços em que o headset opera, sendo bastante percetível e capaz de isolar relativamente bem a voz do utilizador de ruídos de fundo com baixa intensidade. Uma funcionalidade bastante útil e que pode passar despercebida aos utilizadores é o mecanismo “flick to mute”, que consiste em subir o microfone até à “posição de repouso” para automaticamente desativar a captação de áudio.

  • Qualidade Sonora

Sendo este talvez o aspeto mais preponderante na escolha do headset, não é muito abonatório que seja o que apresenta mais falhas no Nash 20.

A quantidade de baixo, apesar de poder agradar a alguns utilizadores, excede palpavelmente o que seriam limites ideais. Além disso, tratando-se estas de cups circum-aurais completamente fechadas, parece causar uma maior longevidade ao baixo, dando uma certa sensação de bloatyness e descontrolo. Fora esta questão, e ainda para piorar a situação, do resto das frequências, as que conseguem algum destaque na altura em que supostamente têm que brilhar sobre qualquer outra, são apenas os médios. Os agudos não conseguem, nem de longe nem de perto, aproximar-se do brilho e precisão para tocar o utilizador com arrepio, apesar de conseguirem sobrepôr-se aos médios quando necessário. Quanto aos graves, são demasiado flat para causar qualquer impacto, sobretudo com o baixo sempre a ultrapassar os seus limites. Outro problema que não costumamos referencial é a definição, mas sendo este um headset de 120€, seria de esperar que instrumentais intensos preservassem um nível decente de clareza, mas o mesmo não acontece, ficando sobretudo notório com faixas de uso pesado de bateria.

No que toca a utilização específica, em CS:GO, o headset falhou um dos testes mais importantes, nomeadamente, a dimensão de palco. Tal problema já era notório na visualização de filmes, mas ficou ainda mais ao descoberto quando quaisquer passos parecem nunca estar a uma distância superior a 2 metros. Problemas adicionais já foram atrás retratados.

  • Detalhes adicionais

Como é usual em produtos Mionix, o cabo tem um sleeve preto de origem e sem qualquer tipo de imperfeição. Ao longo dos seus 2 metros de comprimento não existe qualquer tipo de controlador, visto que o scroll de volume se encontra atrás da cup direita e o mute é ativado com o recolher do micro, tal como vimos atrás, e, a cerca de 20 cm do final do cabo, temos a bifurcação dos jacks (ambos gold-plated) protegida com borracha.

Com um peso de quase 400 gramas, temos aqui um headset não muito leve, algo que dificilmente se nota durante longas sessões de uso, tal é a perfeição da clamping force exercida, em conjunto com a memory foam utilizada tanto na headband como nas cups. De facto, podemos afirmar sem margem para dúvidas, que dos três/quatro headsets a estar mais recentemente em análise aqui na Zwame, este é talvez o que apresenta maior nível de conforto, dado que não apresenta a sensação quase de prensa existente nos Hyper-X Cloud, a falta de clamping force e resultante oscilação constante dos Plantronics RIG Surround, e a tendência de fuga para cima que existe nos Siberia V3 Prism, dada a implementação da headband característica da Steelseries.

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