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Sennheiser IE8

Ataque: O ataque às notas é feito de forma suave, dando uma sonoridade muito relaxante e elegante. Por vezes poderá haver notas que se sobreponham, devido ao maior tempo de decaimento.

Balanceamento: O som dos IE8 é no global balanceado (principalmente nas gravações sem ênfase nos graves), apesar do ligeiro ênfase nos graves (mesmo no nível mínimo). Os agudos não estão recuados no espaço, diria que estão bem posicionados ligeiramente chegados à frente para não faltar o detalhe, os médios completam o equilíbrio, não são recuados e sem corpo como nos HJE900, em todas as frequências do espectro dos IE8 existe corpo conjugado a uma grande musicalidade, o que faz dos IE8 um in-ear da gama de topo. No que refere ao balanceamento dos canais estéreo, são perfeitamente equilibrados, nos SM2 existe a ideia de guitarra à esquerda e bateria à direita, nos IE8 é difícil concentrarmo-nos nesta separação, na verdade, o foco é no conjunto e na fonte de onde é emitido o som.

Graves: Existe um ênfase nos graves dos IE8, faz parte das características técnicas e quem os adquira será também com este objetivo, dado poder haver regulação dos mesmos. O nível de graves não é exagerado no nível mínimo, é inclusivamente mais reduzido que nos Eterna V2 e Xears TD100III. São graves com muita textura e tempo de decaimento realístico. Um bombo de bateria é realmente um bombo, é possível sentir a textura da pele. Com o tempo de burn-in vão-se tornando mais secos. Em músicas gravadas com ênfase nos graves, há o aumento de calor na gama média e menor resolução na mesma. Não são tão rápidos como os modelos BA, mas são mais intensos, realísticos, embora tenham uma articulação limitada.

O regulador de nível dos graves atua com maior preponderância na gama dos 50-150Hz, não aumentando a extensão dos graves, mas provocando uma “bossa” de maior amplitude nessa zona e estende-se até aos 250Hz. Em níveis elevados, estraga a gama média tornando-a pouco resoluta, encoberta e sem separação.

Imagem do espaço: Este teste, feito com Gadamaylin – i-Ching, demonstra que o IE8 são capazes de nos transpor para um espaço quase infinito, sem haver a reflexão de som. É possível ouvirmos o som da cidade/mercado por detrás da música de forma moderadamente transparente e detalhada, digo moderadamente, porque os SM2 e SM3 conseguem transmitir a informação de forma mais detalhada, mas num espaço mais limitado.

Respiração: Devido à apresentação espacial dos IE8 ser mais afastada da ação, a respiração e preparação das vozes não é tão destacada, no entanto, nas gravações feitas próximas do microfone, os IE8 não sentem dificuldades em transmitir estes pormenores. Nos instrumentos de sopro os IE8 também não sentem qualquer dificuldade, são mais realísticos que os HJE900, existe a ideia de movimentação de ar em torno do instrumento e a transmissão do toque na madeira é feita por uma vibração agradável, dando a perceção de… um instrumento de madeira, com o timbre correto.

Corpo: Os IE8 têm corpo em todas as frequências, mais corpo que qualquer in-ear analítico (dba-02, ER4P, q-Jays, etc.). Em concertos acústicos e em músicas com menos ritmo, conseguem processar a informação sem congestionamento excessivo, contudo sem darem demasiada importância ao detalhe, estão mais preocupados sim com o conteúdo harmónico. A única coisa que consigo ouvir de Heavy-Metal talvez seja AC/DC (corrijam-me se não o for) pensei que o resultado fosse pior. É verdade que a gama média fica um pouco congestionada, mas o sparkl é controlado, sem qualquer sibilância, as guitarras têm um som fabuloso e destaco o som vindo da bateria, com a textura devida. Definitivamente já não consigo ser fã dos in-ear analíticos por este mesmo aspeto, falta-lhes a força e energia que os IE8 ou qualquer outro triple-BA ou mesmo um double-BA (com driver dedicado para os graves capaz de transmitir a informação completa) conseguem transmitir.

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